O ministro André Mendonça solicitou destaque para que o julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) seja analisado presencialmente no plenário físico, paralisando o processo. Essa decisão ocorreu após o placar virtual estar em 4 a 3 contra uma decisão dele de excluir um vídeo da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que criticava o “tesouraço” associado a Flávio Bolsonaro (PL).
O debate começou quando Mendonça determinou a retirada de uma propaganda eleitoral em que Lula relacionava a política fiscal de um possível governo de Flávio Bolsonaro a cortes em programas sociais como Farmácia Popular, Minha Casa Minha Vida e Mais Médicos.
Segundo Mendonça, o termo “tesouraço” se referia apenas à redução de cargos e da estrutura administrativa do Estado, não à eliminação de benefícios sociais.
Apesar disso, o caso foi discutido no plenário virtual do TSE, onde a maioria dos ministros votou para derrubar a decisão inicial do relator, com 4 votos contra 3.
Diante desse placar, o ministro Mendonça optou por pedir destaque, interrompendo a contagem dos votos e enviando o processo para ser debatido presencialmente no tribunal.
A delegada do Pará Maria Virgínia Grimwood Pinto foi presa nesta quinta-feira (15) sob suspeita de transmitir informações sigilosas à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
A prisão ocorreu durante a Operação Sinalagma, conduzida pela Polícia Civil de Pernambuco. Além de Maria Virgínia, mandados foram cumpridos em Brasília, Belém, São Paulo e Recife.
As apurações indicam que a delegada mantinha vínculos de confiança com um integrante do PCC, recebendo dinheiro em troca de informações sigilosas e proteção a membros da facção.
Na operação desta quinta foram cumpridos três mandados de prisão e 11 de busca e apreensão. A investigação teve início em janeiro de 2025, após a prisão de um chefe do PCC em Ipojuca, na região metropolitana do Recife.
Maria Virgínia foi detida em um hotel em Brasília. Em Recife, um dos suspeitos foi localizado em um apartamento de luxo no Cais José Estelita, no bairro do Cabanga.
Ela atuava na Divisão de Polícia Administrativa da Polícia Civil do Pará e teria oferecido proteção institucional ao grupo criminoso.
As investigações apontam também para indícios de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio por meio de contas de terceiros, com a finalidade de esconder a origem dos valores repassados à delegada.
Os mandados de prisão, busca e apreensão, além de sequestro de bens e bloqueio de ativos financeiros, foram expedidos pela Vara Criminal da Comarca de Ipojuca.
Os crimes investigados incluem corrupção passiva e ativa, violação de sigilo funcional e falsidade ideológica.
Além da Polícia Civil de Pernambuco, participam da operação as polícias civis do Pará e de São Paulo, os Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaecos) destes estados, vinculados ao Ministério Público, e a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Distrito Federal (Ficco-DF).
Com a oficialização da contratação de Rafa Câmara pela Haas para a Fórmula 1 a partir de 2027, o Brasil passa a ter representantes de todas as regiões no grid da categoria.
Em 78 anos de história da F1, o país já contou com 33 pilotos. Câmara será o 34º brasileiro a competir, sendo o primeiro do Nordeste. Antes dele, as regiões Sudeste, Sul, Centro-Oeste e Norte já tiveram representantes na F1.
A região Sudeste é a que mais contribuiu, com 22 pilotos, incluindo 18 paulistas, 2 cariocas e 2 mineiros. A região Sul ocupa o segundo lugar, com 4 pilotos do Paraná e 1 de Santa Catarina, Maurício Gugelmin.
As regiões Norte e Centro-Oeste têm um piloto cada, com o amazonense Antônio Pizzonia e o brasiliense Felipe Nasr.
Além disso, a lista inclui quatro pilotos que defenderam o Brasil, apesar de terem nascido no exterior: Gino Bianco (Itália), Nano da Silva Ramos (França), Nelsinho Piquet (Alemanha) e Pietro Fittipaldi (Estados Unidos).
Entre os nomes brasileiros que fizeram parte da F1 estão Chico Landi, Emerson Fittipaldi, Ayrton Senna, Rubens Barrichello, Felipe Massa, Bruno Senna, Nelson Piquet, entre outros.
A chegada de Câmara é vista como uma consolidação do fenômeno “Brazilian Storm” no automobilismo, com o chefe da Haas destacando suas habilidades impressionantes e o potencial de desenvolvimento do piloto no time.
A substituição de Carlos Eduardo Alves por Paulinho Freire na coordenação da campanha de Allyson Bezerra (União Brasil) em Natal acrescentou mais um capítulo ao histórico de traições políticas atribuído ao candidato ao Governo do Estado. O episódio é especialmente simbólico porque Carlos Eduardo deixou o PSD, abriu mão de uma candidatura ao Senado, desistiu posteriormente da disputa para deputado estadual e, mesmo assim, perdeu a coordenação da campanha para Paulinho, seu adversário na eleição de 2024.
Paulinho declarou apoio a Allyson na terça-feira (13), levando 23 vereadores de Natal e dois suplentes. No mesmo movimento, assumiu a coordenação da campanha na capital. A troca expõe o enfraquecimento de Carlos Eduardo dentro de um projeto ao qual ele fez sucessivas concessões.
A relação com Carlos Eduardo não é o único episódio. Ao longo dos últimos anos, Allyson acumulou rompimentos com nomes que estiveram ao seu lado em diferentes momentos e que acabaram afastados quando os interesses políticos deixaram de coincidir.
Rogério foi o primeiro grande rompimento
Um dos casos mais emblemáticos foi o rompimento com o senador Rogério Marinho (PL), em março de 2024. Até então, os dois mantinham uma aliança política próxima, que havia ficado evidente na eleição de 2022, quando Allyson percorreu Mossoró e trabalhou pela eleição de Rogério ao Senado.

Após o rompimento, a disputa política em Mossoró ganhou um novo desdobramento. Se sentindo traído, Rogério passou a atuar na oposição a Allyson e lançou Genivan Vale (PL) como candidato a prefeito contra o grupo do então prefeito. O candidato do PL terminou a disputa em terceiro lugar.
O movimento consolidou a ruptura entre os dois e marcou a entrada de Rogério no campo adversário em Mossoró.
O afastamento também foi interpretado como parte da construção do projeto de Allyson para disputar o Governo do Estado em 2026, retirando do caminho uma das principais lideranças que até então integravam sua aliança política.
Lawrence Amorim virou adversário
Pouco depois, a ruptura atingiu Lawrence Amorim, então presidente da Câmara Municipal de Mossoró e antigo aliado de Allyson.
A relação se deteriorou em meio a cobranças de lealdade e divergências políticas. O resultado foi a transformação de um aliado em adversário. Lawrence disputou a Prefeitura de Mossoró contra Allyson em 2024 e acabou derrotado.
Wiginis do Gás e os 38 cargos
Outro episódio ocorreu em setembro de 2025 e envolveu o vereador Wiginis do Gás (União Brasil).
Segundo informações apuradas pelo Diário do RN, Allyson teria pressionado o vereador a apoiar a esposa, “Cinthia de Allyson”, ou Neilton Diógenes, embora Wiginis já tivesse compromisso com o deputado estadual Ivanilson Oliveira. Ivanilson havia contribuído para a reeleição do vereador em 2024 e também apoiou a eleição de Allyson.
A reação teria vindo na forma de exonerações. De acordo com a apuração, assessores ligados à gestão foram orientados a retirar 38 ocupantes de cargos públicos indicados pelo vereador.
O episódio ganhou outro ingrediente porque Ivanilson, então no União Brasil, era aliado direto de Allyson. A pressão sobre Wiginis acabou sendo vista dentro do grupo como mais uma demonstração de que Allyson não hesitaria em reorganizar sua base, ainda que isso significasse atingir os próprios aliados.
Zenaide ficou, mas o resultado gerou desgaste
Zenaide Maia aparece como uma das poucas alianças que permaneceram intactas. Allyson sustentou o apoio à senadora para o Senado mesmo quando Carlos Eduardo ingressou no União Brasil com expectativa de disputar a vaga.
Mas a própria aliança produziu um resultado eleitoral que gerou questionamentos. Em Mossoró, Allyson recebeu 82.286 votos, enquanto Zenaide teve 41.437. Foram mais de 40 mil votos de diferença entre os dois.
A votação alimentou a discussão sobre o empenho do grupo na campanha da senadora, que terminou apenas em quarto lugar no município. No Estado, Zenaide ficou a menos de seis mil votos de Samanda de Lula, que conquistou a segunda vaga ao Senado.
Carlos Eduardo é o capítulo mais recente
O caso de Carlos Eduardo talvez seja o que melhor resume a relação de forças dentro do grupo.
O ex-prefeito deixou o PSD para ingressar no União Brasil mirando o Senado. Sem espaço na chapa, adaptou o projeto e anunciou candidatura a deputado estadual. Depois, abriu mão também dessa disputa para assumir a coordenação da campanha de Allyson em Natal, função que agora está com Paulinho Freire.
À época, a própria indicação para a coordenação, porém, foi marcada por resistência dentro do grupo, principalmente entre vereadores que já apoiavam Allyson. Parte da bancada deixou claro que não aceitaria ficar sob a liderança de Carlos Eduardo, limitando sua influência sobre uma estrutura que já possuía articulações próprias.
O episódio expõe o desgaste de Carlos Eduardo dentro do grupo. Depois de deixar o partido, abrir mão da disputa pelo Senado e desistir também da candidatura à Assembleia para se dedicar à campanha de Allyson, o ex-prefeito acabou perdendo até a função de coordenador que havia assumido.
Kelps: outro desgaste dentro do grupo O episódio envolvendo Kelps Lima, em julho, foi mais um desgaste entre Allyson e um antigo aliado. Em 9 de julho, o ex-deputado anunciou a desistência da candidatura a deputado federal e afirmou ter sido “traído” por Benes Leocádio, João Maia e Robinson Faria, além de citar a falta de apoio do presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda.
Embora Kelps não tenha responsabilizado diretamente Allyson pela desistência, a condução do conflito também chamou atenção. Diante do impasse entre aliados, Allyson não tomou partido nem atuou para sanar a crise e preservar a candidatura de Kelps, apesar da relação política e pessoal próxima entre os dois.
A desistência expôs mais uma vez as fissuras dentro do grupo que se formou em torno do projeto de Allyson para 2026. O caso se soma aos episódios envolvendo Rogério Marinho, Lawrence Amorim, Wiginis do Gás e, agora, Carlos Eduardo, em uma trajetória marcada por rompimentos, perda de espaço e rearranjos entre antigos aliados, o que tem chamado a atenção da classe política, de que Allyson não costuma honrar os compromissos assumidos e abandona os aliados quando lhe é conveniente.
O candidato ao governo do Rio Grande do Norte, Cadu de Lula, protagonizou uma histórica demonstração de força política na noite desta quarta-feira (14), em São José de Mipibu. O ato de apoio reuniu o prefeito Zé Figueiredo, o vice-prefeito Bruno Dantas, dez vereadores, encabeçados pela presidente da Câmara Municipal, vereadora Verônica Senra, o ex-deputado Fábio Dantas, além de 22 ex-vereadores, 19 suplentes e representantes de 12 municípios da região Agreste, consolidando uma aliança ampla e forte para impulsionar sua caminhada rumo ao Governo do RN.
Em discurso caloroso para as lideranças e a população presente, Cadu enfatizou a seriedade do pacto político firmado e o compromisso ético com o município. “Eu chego aqui com compromisso com o Rio Grande do Norte, com a minha honestidade e com o meu trabalho pelo povo. De Cadu, a única coisa que você pode não esperar é que haja traição desse compromisso que a gente está selando aqui. E os maiores beneficiados dessa parceria política e administrativa são povo de São José de Mipibu”, destacou Cadu de Lula.
Respaldado por 21 anos de dedicação ao serviço público e pela experiência de ter exercido o cargo de secretário de Estado por mais de sete anos, Cadu ressaltou seu preparo técnico e político para governar o Estado. O candidato reafirmou com orgulho sua condição de candidato oficial do presidente Lula no Rio Grande do Norte, destacando que sua trajetória é marcada pela coerência, pela transparência e pelo conhecimento aprofundado das necessidades da população nas áreas de saúde, educação e segurança.
A expressiva adesão registrada em São José de Mipibu reflete o forte ritmo de crescimento do nome de Cadu em toda a região Agreste. A integração promovida pelo prefeito Zé Figueiredo e pelo ex-deputado Fábio Dantas demonstra a capacidade do candidato de unificar grupos políticos de peso em torno de um projeto pautado no trabalho, na credibilidade e no desenvolvimento econômico e social dos municípios.
O prefeito de Natal, Paulinho Freire, participou nesta quarta-feira (14) da Caravana do Azulão na Zona Norte da capital e reforçou o apoio à candidatura de Allyson Bezerra (União Brasil) ao Governo do Rio Grande do Norte.
Diante de apoiadores e lideranças políticas, Paulinho destacou que o grupo inicia uma mobilização intensa na reta final do segundo turno, com atividades de casa em casa nos bairros da cidade.
“Estamos dando agora o pontapé inicial. São dez dias percorrendo Natal, de casa em casa. O nosso grupo vem dizer que, se depender de Natal, você será o governador do Rio Grande do Norte”, afirmou Paulinho.
Na sequência, Allyson agradeceu o apoio do prefeito, dos vereadores, suplentes, deputados e da militância que acompanhou a caravana. O candidato classificou o ato como o início de uma arrancada na capital em busca da vitória no segundo turno.
“Fico muito feliz porque a nossa caminhada em Natal é uma arrancada rumo à grande vitória que teremos no domingo, dia 25. Eu sei que Natal vai nos dar uma linda vitória e confirmar a mudança no Rio Grande do Norte”, declarou Allyson.
A mobilização na Zona Norte marcou a primeira agenda conjunta nas ruas após Paulinho Freire e seu grupo político anunciarem apoio a Allyson. A adesão fortaleceu a candidatura na capital, que concentra o maior eleitorado do estado, e ampliou a mobilização da campanha na reta final.
O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador político de Flávio Bolsonaro (PL), criticou nesta quarta-feira, 14, o pacote anunciado pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltado aos microempreendedores individuais (MEIs). De acordo com Marinho, as medidas configuram um estelionato eleitoral.
Segundo o parlamentar, Lula e a esquerda ridicularizaram os microempreendedores chamando-os de “pobres de direita” e “CEOs de MEI”. Agora, próximo das eleições, o PT estaria tentando uma compra de votos com um pacote que ele classificou como estelionato eleitoral escancarado, conforme publicado em suas redes sociais.
Marinho não informou se a campanha de Flávio Bolsonaro pretende recorrer judicialmente contra o pacote.
A 12 dias do segundo turno, Lula anunciou um pacote que inclui perdão de dívidas tributárias com a União, que somam R$ 12,6 bilhões, e a implantação de um “Pix MEI” de R$ 5 mil, com custo estimado em até R$ 5 bilhões, que deve beneficiar cerca de 1 milhão de pessoas jurídicas. Também fazem parte do pacote o aumento do teto da categoria e a compra de dívidas dos empreendedores com instituições financeiras.
O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, passou cerca de quatro horas sem marcar presença no Senado durante as discussões sobre o fim da escala de trabalho 6×1, na quarta-feira (14/10).
Em campanha em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Flávio participou da votação remotamente, votando favoravelmente à proposta.
As discussões começaram por volta das 16h30, mas o senador só registrou presença às 20h30, conforme os registros oficiais do Senado. O voto favorável veio após meses em que Flávio criticou a redução da jornada e mudou seu posicionamento próximo ao segundo turno das eleições.
Mesmo com o apoio, aliados do senador já admitem ajustar as regras caso ele vença a presidência, adaptando a redução da jornada às propostas econômicas do seu possível governo, mesmo que o Congresso aprove o texto atual.
Segmentos do PL defendem uma proposta que permita negociações entre trabalhadores e empregadores, com pagamento por hora trabalhada.
Enquanto os senadores discutiam a proposta em Brasília, Flávio estava em campanha no Rio Grande do Sul, sem mencionar o fim da escala 6×1 em suas agendas.
O senador pôde votar de forma remota porque a sessão foi em formato semipresencial, permitindo participação e votação à distância.
Nos meses anteriores, Flávio criticou a proposta, classificando-a como eleitoreira, mas mudou de postura a 11 dias do segundo turno.
Sua campanha considera que votar contra uma medida popular poderia prejudicá-lo na disputa contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que faz do fim da escala 6×1 uma de suas principais bandeiras.
Aliados mantêm preocupações sobre o aumento de custos para as empresas e defendem maior liberdade para negociações entre empregadores e trabalhadores.
A campanha de Flávio também destaca como alternativa uma proposta do senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição e coordenador da campanha, que permite contratação com pagamento por hora e amplia possibilidades de negociação da jornada.
Diferente do texto apoiado pelo governo Lula, a proposta de Marinho não reduz o limite de 44 horas semanais nem garante dois dias de descanso.
A PEC aprovada em primeiro turno no Senado prevê a redução gradual da jornada de 44 para 40 horas semanais, sem corte de salário, e garante dois dias de folga por semana.
A Câmara dos Deputados aprovou no dia 14 de outubro de 2026 um projeto de lei que eleva o limite de faturamento para Microempreendedor Individual (MEI) e concede o perdão das dívidas dos MEIs inadimplentes. A votação contou com 461 votos favoráveis e 4 contrários.
As alterações foram propostas pelo governo Lula. O perdão das dívidas dos MEIs foi a última medida apresentada pela campanha de Lula na semana, buscando a reaproximação com esse grupo no período que antecede o segundo turno das eleições. O projeto agora aguarda análise no Senado Federal.
O novo limite de faturamento para o enquadramento no MEI será de R$ 110 mil em 2027 e de R$ 140 mil a partir de 2028, superando o máximo atual de R$ 80 mil. Também foi aprovado o aumento do número de funcionários que o microempreendedor pode contratar, de um para até dois, desde que recebam salário mínimo ou piso da categoria.
A oposição criticou a aprovação da medida às vésperas do segundo turno eleitoral. Outra proposta do governo que prevê recursos de até R$ 5 mil para investimento em pequenos negócios deverá ser enviada ao Congresso somente após as eleições.
O impacto fiscal da renúncia de receitas é estimado em R$ 1,57 bilhão para 2027, R$ 3,15 bilhões para 2028 e R$ 3,38 bilhões para 2029. O perdão das dívidas acarretará um impacto estimado de R$ 3 bilhões em três anos, conforme dados do Ministério da Fazenda.
Além disso, o relator incluiu no projeto o perdão de dívidas ainda não inscritas na dívida ativa da União, o que pode gerar um impacto fiscal adicional de até R$ 2 bilhões.
O projeto concede anistia integral para as dívidas contraídas pelos MEIs até 13 de outubro de 2026. Segundo o relator, grande parte dessas dívidas teve início durante a pandemia, e o apoio governamental é necessário para que esses empreendedores retomem o controle financeiro de seus negócios.
Como contrapartidas para o perdão das dívidas, os beneficiados deverão evitar novos débitos por seis meses consecutivos após a anistia e desistir de ações judiciais relativas a essas dívidas.
O escritório de advocacia do ex-presidente Michel Temer (MDB) negociou um contrato com o Banco Master, que poderia alcançar até R$ 30 milhões, para viabilizar a venda da instituição ao BRB (Banco de Brasília), conforme informou o jornal O Globo.
Esse acordo foi firmado em 3 de setembro de 2025, prevendo inicialmente R$ 10 milhões em honorários e mais R$ 20 milhões caso a operação avançasse. A transação dependia da aprovação do Banco Central, que acabou recusando o negócio.
Mensagens trocadas entre o controlador do Master, Daniel Vorcaro, e o publicitário Elsinho Mouco, intermediário de Temer, mostram o envio do contrato e cobranças por pagamentos. Em uma delas, Vorcaro escreveu: “Estou no Banco Central hoje, consigo chamar somente mais tarde”; e Elsinho respondeu: “Tranquilo. Depois checa com sua equipe se já fizeram o pagamento”.
O contrato estabelecia pagamentos parcelados de R$ 5 milhões na assinatura e mais R$ 5 milhões depois de 30 dias, além de um montante condicionado ao sucesso da operação. A cláusula explicava: “Assinado em definitivo o Contrato após autorização do Banco Central do Brasil, os honorários de êxito deverão ser pagos 20 dias após esse fato”.
O documento listava frentes de atuação, incluindo uma ação judicial relacionada ao Banco Central e uma representação no Tribunal de Contas da União (TCU). Também previa esforços de mediação junto a órgãos competentes para tentar destravar a formalização do negócio entre o Master e o BRB.
As mensagens indicam contatos diretos entre Temer e Vorcaro nos dias após o envio do contrato. Em 5 de setembro de 2025, o ex-presidente pediu: “Qdo puder, me ligue”.
Após a assinatura do contrato, Elsinho pressionava por transferências e comprovantes, conforme as mensagens citadas por O Globo. Em 4 de setembro de 2025, escreveu: “Assim que assinar o contrato e fizerem a transferência, me envia o comprovante. Vamos à luta!”
Com o Banco Master enfrentando problemas e a operação com o BRB rejeitada pelo Banco Central, Vorcaro relatou dificuldades para liberar pagamentos. Ele declarou em 29 de outubro de 2025: “Minha vida tá uma loucura”, acrescentando: “Luta tá grande aqui pra ficar de pé”.
As conversas indicam que parte do dinheiro entrou poucos dias antes da prisão de Vorcaro, em novembro de 2025, embora não haja detalhes sobre valores. Elsinho registrou: “Entrou a metade” em 11 de novembro de 2025.
Os diálogos também mostram que Temer organizou reuniões em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, no início de novembro de 2025. Em uma mensagem, ele avisou: “Acho que no dia 1/11 iremos a Dubai. Mario pede para você se preparar para essa viagem. Avisaremos. Abs”.
Segundo a reportagem, o contato entre Vorcaro e Temer teve início em 2023, quando o banqueiro buscou o ex-presidente para tratar de um documentário. Vorcaro escreveu: “Presidente, aqui é o Daniel Vorcaro Banco Master. Salva meu contato. Nos falamos em breve. Um cordial abraço”, ao que Temer respondeu: “Salvei. Bom dia”.
Em abril de 2026, Temer confirmou sua contratação pelo banco Master para prestar consultoria e mediar antes da liquidação da instituição pelo Banco Central, ocorrida em novembro do ano anterior. Em entrevista à CNN Brasil, informou que recebeu honorários e que o contrato terminou sem resultados.
O ex-presidente também declarou ter participado de uma reunião em Brasília com Vorcaro, o então governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), e o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. Ele afirmou que não poderia detalhar o encontro por sigilo profissional.