Jogador do Bragantino ataca árbitra após eliminação: ‘Não pode botar mulher pra apitar’

Após a derrota do Red Bull Bragantino para o São Paulo por 2 a 1, que resultou na eliminação do time do Paulistão, o autor do gol Gustavo Marques criticou agressivamente a atuação da árbitra Daiane Caroline Muniz dos Santos.
Ele iniciou agradecendo a Deus pela oportunidade e pelo gol, ressaltando que a equipe sempre lutou, mas admitiu que o time pecou na partida. O zagueiro expressou insatisfação com a arbitragem, questionando a capacidade da árbitra por ser mulher e acusando-a de favorecer o São Paulo. “Não pode colocar mulher para apitar. E ela não foi honesta”, disse.
Após o jogo, em entrevista ao repórter da TNT Sports, repetiu as críticas, alegando falta de critério e imparcialidade na arbitragem e destacando que, embora o Red Bull seja um time grande, ele acredita que a partida foi prejudicada pela juíza. Ele finalizou afirmando que o clube pretende fazer história neste ano e que a equipe já se prepara para o próximo jogo no Brasileirão.
“Eu acho que a Federação Paulista tem de olhar para os jogos deste tamanho e não colocar uma mulher. Com todo respeito às mulheres do mundo. Eu sou casado, eu tenho a minha mãe. Desculpa se eu estou falando alguma coisa para as mulheres, mas do tamanho dela eu não acho que ela tem a capacidade de apitar um jogo desse”, disse.
Resposta
O Red Bull Bragantino repudiou as declarações machistas do atleta, afirmando que o clube não compactua com o comportamento do jogador. O atleta assumiu o erro e pediu desculpas pessoalmente à árbitra, que aceitou e solicitou que ele tenha mais cuidado com suas palavras.
O diretor esportivo do clube também participou do pedido de desculpas ao corpo de arbitragem. O clube comunicou que estudará possíveis punições ao jogador.
A Federação Paulista de Futebol (FPF) anunciou que encaminhará o caso ao Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) para avaliação de eventuais sanções. A FPF destacou que ainda não é possível estipular prazos para o processo e que será avaliado se o TJD aceitará a denúncia.
Gustavo Marques não foi punido pela árbitra durante o jogo, já que as declarações aconteceram após o apito final. A juíza expulsou o lateral Juninho Capixaba e o time reclamou de um pênalti não assinalado nos minutos finais.
Em nota, a FPF repudiou veementemente as declarações do zagueiro, classificando-as como machistas, preconceituosas e misóginas. A federação destacou o orgulho de contar com 36 árbitras e assistentes e reafirmou seu compromisso em garantir um ambiente seguro e justo para as mulheres no futebol, expressando total apoio à árbitra Daiane Muniz e às demais mulheres na modalidade.