Flamengo registra receita recorde de R$ 2 bilhões e reduz dívida em 2025

O Flamengo atingiu pela primeira vez a marca histórica de R$ 2 bilhões em arrecadação no ano de 2025. Conforme divulgado no balanço na noite de terça-feira, o clube destacou a redução da dívida operacional de R$ 344 milhões para R$ 174 milhões, além da receita bruta recorde, impulsionada por um desempenho esportivo e comercial excepcional, vendas recordes de atletas e a consolidação da operação do Maracanã.
O clube alcançou uma receita operacional bruta total de R$ 2.089 milhões em 2025, superando a marca dos R$ 2 bilhões. Este resultado foi fruto do sucesso nas competições com premiações importantes, crescimento contínuo das receitas comerciais, recuperação das receitas dos dias de jogo com a gestão plena do Maracanã e volume expressivo de transferências de atletas no exercício.
O aumento da receita bruta mostrou-se significativo quando comparado aos R$ 1,4 bilhão de 2024 e R$ 1,5 bilhão de 2023. Em 2022, o Flamengo arrecadou R$ 1,3 bilhão e em 2021 R$ 1,2 bilhão. O menor valor registrado nos últimos anos ocorreu em 2020, com R$ 1 bilhão, enquanto 2019 alcançou R$ 1,3 bilhão.
Quanto à dívida, o montante chegou a R$ 513 milhões em 2019 e subiu para R$ 643 milhões em 2020 devido à pandemia. Em 2021, a dívida foi reduzida para R$ 321 milhões, chegou a R$ 250 milhões em 2022, caiu para R$ 53 milhões em 2023, aumentou para R$ 344 milhões em 2024 e atualmente está em R$ 174 milhões. Todos os valores estão atualizados conforme o IPCA.
Em relação às vendas de atletas, o clube arrecadou R$ 519 milhões — um valor consideravelmente maior que os R$ 113 milhões de 2024 e os R$ 334 milhões de 2023, registrando o recorde nominal da série histórica. Os investimentos em compras de jogadores também foram maiores, atingindo R$ 636 milhões em 2025, contra R$ 435 milhões em 2024 e R$ 301 milhões em 2023.
Entre as compras de direitos federativos realizadas em 2025, destacam-se Samuel Lino (R$ 203 milhões), Carrascal (R$ 107,3 milhões), Emerson Royal (R$ 78,8 milhões), Juninho (R$ 40 milhões) e Plata (R$ 39 milhões). Além disso, receberam luvas Michael (R$ 28 milhões), Jorginho (R$ 23,8 milhões), Pulgar (R$ 19,3 milhões), Gerson (R$ 15,7 milhões), Danilo (R$ 16,8 milhões) e Varela (R$ 13 milhões).
O balanço ressalta que a elevação nas transferências reflete tanto a valorização dos atletas formados na base quanto negociações estratégicas envolvendo direitos econômicos de jogadores profissionais.
Créditos: ge