Sorrindo, Suzane von Richthofen relembra assassinato dos pais em documentário

6 de abril de 2026

Mais de 20 anos após o assassinato de Manfred e Marísia von Richthofen, Suzane von Richthofen voltou a falar publicamente sobre o caso em um documentário inédito de quase duas horas. Na produção, ainda sem data oficial de lançamento, ela revisita o crime pelo qual foi condenada a 39 anos de prisão e apresenta sua versão sobre a relação familiar que antecedeu o duplo homicídio.

Chama atenção o semblante de Suzane. Em vários momentos, parece não estar conectada com o que está falando, esboça risos, inclusive ao se reportar ao passado que teria, de alguma forma, explicado a barbaridade cometida.

Com 42 anos e atualmente em regime aberto, Suzane afirma na obra que viveu a infância e a adolescência em um ambiente sem demonstrações de carinho. Segundo ela, a rotina dentro de casa era marcada por cobranças, frieza emocional e conflitos entre os pais.

“Eu vivia estudando. Era só nota alta. Tirava 9 e 10 em todas as matérias. Não tinha demonstração de amor, nem deles pra gente, nem da gente pra eles”, diz no documentário. Ao descrever o pai, Manfred, Suzane afirma: “Meu pai era zero afeto. Minha mãe ainda tinha um pouco”.

Ao longo do depoimento, Suzane sustenta que o relacionamento entre os pais era conturbado e relata ter testemunhado, ainda criança, uma cena de violência dentro de casa. “Eu vi meu pai enforcando a minha mãe contra a parede”, afirma. Ela também diz que não havia espaço para diálogo sobre temas íntimos e que, com o passar do tempo, ela e o irmão, Andreas von Richthofen, “foram ficando invisíveis dentro de casa”.

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