Michelle Bolsonaro e aliados defendem produtos Ypê após suspensão da Anvisa

11 de maio de 2026

Michelle Bolsonaro e aliados defendem produtos Ypê após suspensão da Anvisa

No sábado (9/5), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro publicou uma imagem positiva de um frasco de detergente da marca Ypê em meio a manifestações de apoio à empresa nas redes sociais, impulsionadas por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O apoio à marca se intensificou após parlamentares, influenciadores e aliados do ex-presidente compartilharem fotos e mensagens favoráveis, mesmo depois da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciar a suspensão de lotes de produtos da empresa por falhas no controle de qualidade.

A suspensão abrangeu lotes de detergentes, lava-roupas líquidos e desinfetantes fabricados pela Química Amapo. Fiscalizações da Anvisa identificaram irregularidades nos processos de controle e risco de contaminação microbiológica em produtos com numeração final 1.

Após a decisão da Anvisa, defensores de Bolsonaro passaram a alegar, sem provas, que a suspensão teria motivação política.

Nas redes, usuários sugeriram que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estaria usando a Anvisa para perseguir empresários ligados a Bolsonaro.

Essa narrativa ganhou força quando apoiadores resgataram informações sobre doações eleitorais feitas por membros da família Beira, proprietária da empresa, à campanha presidencial de Bolsonaro em 2022.

Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que Jorge Eduardo Beira, vice-presidente de operações, doou R$ 500 mil, totalizando R$ 1 milhão doado por três membros da família.

Políticos e influenciadores incentivaram a compra dos produtos da marca.

Ricardo Mello Araújo, vice-prefeito de São Paulo, publicou vídeo pedindo apoio aos consumidores. A cantora Jojo Todynho, alinhada à direita, também criticou a suspensão dos produtos.

Apesar do impacto político, a Anvisa manteve a recomendação para que os consumidores não utilizem os produtos atingidos pela medida.

Em nota, a Anvisa esclareceu que a decisão foi tomada com base em critérios técnicos e inspeções realizadas junto a órgãos estaduais e municipais de vigilância sanitária.

Créditos: Metrópoles

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