Fenômeno El Niño poderá fazer preço de chocolate subir; entenda

22 de agosto de 2026

Os preços do chocolate, que há pelo menos um ano estão mais altos, podem subir ainda mais no médio prazo. E o culpado é o fenômeno climático El Niño, que ameaça prejudicar as plantações de cacau no oeste da África, principal região produtora de amêndoas no mundo.

Depois de alcançarem o recorde de mais de US$ 12 mil por tonelada na bolsa de Nova York em dezembro de 2024 — refletindo à época a queda na produção global — , os contratos futuros de cacau caíram gradualmente e voltaram a níveis considerados “normais”, na casa dos US$ 3.000, em fevereiro de 2026, uma vez que a colheita se recuperou e a demanda se retraiu.

Mas desde que ficou clara a perspectiva de um El Niño muito forte neste ano, as cotações ganharam força e, nas últimas semanas, voltaram ao patamar de US$ 6 mil por tonelada.

De acordo com a última atualização da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), que monitora o fenômeno desde 1950, há 93% de chances de o El Niño atingir a categoria “muito forte” entre outubro e dezembro deste ano. Isso tende a causar seca no oeste da África, afetando a produção de cacau da Costa do Marfim e Gana, que respondem por 60% da produção mundial.

Globo Rural

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