Henrique Vorcaro nega irregularidades e pede revogação de prisão preventiva

23 de setembro de 2026

Henrique Vorcaro nega irregularidades e pede revogação de prisão preventiva

Henrique Vorcaro, empresário e pai do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, enviou uma carta formal ao ministro André Mendonça, com cópia para todos os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Nela, ele nega qualquer envolvimento em esquemas criminosos e solicita a revogação da sua prisão preventiva.

No documento, o empresário afirma que mantém apenas negócios comerciais honestos e declara falar a verdade sob pena de perjúrio. Henrique está preso há cerca de quatro meses no Complexo Penitenciário Nelson Hungria, em Minas Gerais.

Ele refuta as conclusões da Polícia Federal, que o apontam como “mandante” ou “chefe” de um núcleo violento para intimidar adversários, classificando essas alegações como absurdas e fantasiosas.

Segundo ele, sua prisão baseia-se em interpretações equivocadas de mensagens trocadas relacionadas a atividades comerciais legítimas realizadas há mais de cinco anos.

Henrique detalha na carta que seus negócios incluíam compra, venda e intermediação de terrenos e empreendimentos imobiliários em Campo Grande (RJ) e na região de Lagoa/Nova Lima (MG), envolvendo parceiros como “Sr. Phillipi”, “Sr. Manolo” e “Sr. Marilson”.

Ele explica que as expressões sobre cobranças urgentes ou necessidade de “pagar turma” eram argumentos comerciais agressivos usados para antecipar recebimentos por parceiros em dificuldades financeiras.

Na mesma carta, o empresário esclarece que, apesar do vínculo familiar, mantém separação clara entre suas atividades privadas e os negócios do filho Daniel, destacando que foi mantido afastado das operações bancárias e só teve conhecimento do banco por meio da imprensa.

Henrique afirma que não obstruiu a justiça nem alterou seus aparelhos celulares, usando os mesmos dois números há 30 anos para suas comunicações comerciais.

Além de reiterar o pedido de liberação, ele relata problemas de saúde agravados na prisão, como diverticulite crônica, dores abdominais intensas, picos de pressão arterial, dores de cabeça severas e histórico de amnésia global transitória.

Ele informa estar em seu terceiro ciclo de antibióticos e que, por sua fragilidade física, só conseguiu concluir a redação da carta no dia 21 de setembro, apesar de tê-la iniciado em 20 de agosto.

Créditos: Metrópoles

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