Alexandre de Moraes veta visita dos filhos a Bolsonaro no Dia dos Pais

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou neste sábado (8) o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para que seus filhos Flávio, Carlos e Jair Renan o visitassem em prisão domiciliar na tarde do Dia dos Pais, domingo (9).
Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência, Carlos Bolsonaro, candidato ao Senado por Santa Catarina, e Jair Renan, vereador em Balneário Camboriú (SC) e candidato a deputado federal, são todos filiados ao PL.
Na decisão, Moraes afirmou que, desde 17 de julho de 2026, estão suspensas todas as visitas a Bolsonaro, salvo as permanentes para atendimento médico, fisioterapêutico e dos advogados, pelo prazo de 30 dias. Portanto, o pedido está prejudicado.
A suspensão das visitas familiares ocorreu após o ministro considerar que uma carta escrita por Jair Bolsonaro e lida por Flávio nas redes sociais violou regras da prisão domiciliar.
O pedido das visitas foi feito na quarta-feira (5), e a defesa alegou caráter humanitário e familiar, afirmando que a visita não impactaria o cumprimento da pena ou medidas cautelares determinadas pelo magistrado.
Os advogados ressaltaram que a data é uma celebração singular no calendário brasileiro e que um breve encontro permitiria preservar os vínculos familiares entre o ex-presidente e seus filhos.
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), condenado pelo STF a quatro anos e dois meses de prisão por tentar intimidar o Judiciário e impedir a apuração da tentativa de golpe, não fez parte do pedido por estar nos Estados Unidos desde o ano anterior.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em sua residência no condomínio do Jardim Botânico, Brasília, junto à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, à filha Laura e à enteada Letícia.
Além disso, está proibido que Flávio Bolsonaro encontre o pai por 90 dias, período que ultrapassa o primeiro turno das eleições. Na carta lida por Flávio, Bolsonaro se referiu ao filho como seu “porta-voz” e candidato oficial para representá-lo politicamente.
Créditos: Folha de S.Paulo









