Biólogo explica variação da cor da água na Redinha e alerta para banho em maré baixa

15 de janeiro de 2026

Biólogo explica variação da cor da água na Redinha e alerta para banho em maré baixa

Desde a noite de terça-feira (13), a água do mar na praia da Redinha, Zona Norte de Natal, apresenta mudança na coloração, que não indica necessariamente poluição. O fenômeno está relacionado a um processo natural influenciado pela maré e pela presença de matéria orgânica, conforme explica o biólogo e professor da UnP, Paulo Gerson.

Ele detalha que o tom esverdeado surge devido ao aumento de algas verdes, que crescem com a matéria orgânica na água. Durante a lua minguante, a amplitude da maré é menor, e na maré baixa não ocorre uma renovação intensa da água, o que concentra essa matéria orgânica.

Paulo destaca que a cor verde não significa contaminação diretamente, mas pode indicar aumento de micro-organismos, como coliformes fecais, o que demanda atenção ambiental. Assim, ele recomenda evitar o banho de mar em períodos de maré baixa, pois a concentração de matéria orgânica é maior, e que a maré alta ajuda a diluir esses elementos, reduzindo riscos.

Possíveis efeitos à saúde relacionados à presença desses micro-organismos incluem irritações de pele e desconfortos gastrointestinais, como diarreia. Até o momento, não foram registrados casos graves ligados a esse fenômeno.

O professor também defende que a qualidade da água na região seja monitorada com mais frequência. Ele ressalta a importância do trabalho contínuo do Idema e do IFRN, responsáveis por avaliações ambientais, e indica que análises feitas apenas a cada oito dias podem não ser suficientes, principalmente em situações como a atual.

A praia da Redinha permanece como um dos principais pontos turísticos da Zona Norte de Natal, com o fenômeno considerado natural, desde que acompanhado de monitoramento adequado.

Créditos: Tribuna do Norte

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