Cadu Xavier comenta cenário eleitoral e defende governadora Fátima Bezerra

Carlos Eduardo Xavier, conhecido como “Cadu”, secretário estadual da Fazenda e pré-candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) à sucessão da governadora Fátima Bezerra, falou à Tribuna do Norte sobre o processo de eleição indireta na Assembleia Legislativa e outros temas políticos do Rio Grande do Norte.
Ele afirmou que, caso não se configure a manutenção do governo no pleito indireto, a governadora Fátima Bezerra ainda terá a “última cartada”. Cadu explicou que o objetivo é assegurar a vitória nesse processo e, se for eleito, será ótimo, mas caso contrário, buscarão um nome capaz de viabilizar a continuidade do governo.
Ao ser questionado sobre a permanência de Fátima Bezerra no cargo para evitar a tomada do governo pela oposição, o secretário disse que essa possibilidade ainda não foi discutida, pois confiam na vitória da eleição indireta.
Sobre a hipótese de renúncia da governadora diante da falta de maioria, Cadu repetiu que não trabalham com essa possibilidade, mas destacou que a governadora tem responsabilidade com o Estado e que a decisão será avaliada caso a vitória não se concretize.
Cadu comentou também a desistência do vice-governador Walter Alves (MDB) de assumir o governo, considerando a justificativa sobre a situação fiscal do Estado como pouco plausível, já que a situação financeira melhorou desde 2019, com operação de crédito e crescimento da receita.
Referindo-se à operação da Polícia Federal contra o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), ele afirmou que o prefeito deve explicar os fatos que motivaram a ação e que alegar perseguição política é um argumento frágil.
Quanto à presença de ex-aliados do PT na base do prefeito Allyson, como a senadora Zenaide Maia (PSD) e o vice Walter Alves, Cadu afirmou que eles escolheram o lado errado e que o PT permanece defendendo os valores e políticas do presidente Lula.
Explicando o que significaria a oposição assumir o governo no mandato-tampão de oito meses, ele apontou que isso representaria um “suicídio político”, pois os adversários tentariam destruir as conquistas da gestão atual, especialmente as relacionadas a servidores públicos.
Em relação ao possível candidato a senador do PT caso Fátima Bezerra renuncie, ele afirmou que a governadora será a candidata ao Senado e que o segundo nome sairá dos partidos aliados.
Sobre a deputada federal Natália Bonavides, destacou que ela não é cogitada para o Senado e que a pré-candidata do PT na disputa é Fátima Bezerra.
Sobre o pagamento dos consignados, Cadu disse que ainda não foi possível regularizar totalmente, mas o processo está em andamento para resolver a situação o mais rápido possível.
Consultado sobre uma possível CPI dos Consignados na Assembleia Legislativa, afirmou que está tomando conhecimento e ressaltou que a situação está sendo resolvida, lembrando que governos anteriores passaram por situações piores que foram solucionadas.
Quanto ao principal desafio do Estado, citou a redução do comprometimento da folha salarial, informando que o gasto já recuou de cerca de 64% para 56,41%, e que o objetivo é continuar controlando o crescimento para voltar ao limite prudencial e ampliar investimentos.
Por fim, sobre a escolha da vice na chapa, explicou que a preferência pessoal seria por uma mulher para ampliar a participação feminina nos espaços de poder. A prioridade atual é vencer a eleição indireta e manter a continuidade do governo. Também mencionou possíveis aliados para o Senado, como o ex-senador Jean Paul Prates (PDT), mas comentou que a chapa ainda não está definida.
Créditos: Tribuna do Norte