Ginecologista de 81 anos é preso por abuso durante trabalho de parto no Paraná

8 de maio de 2026

Ginecologista de 81 anos é preso por abuso durante trabalho de parto no Paraná

Felipe Lucas, médico ginecologista de 81 anos, foi detido nesta quarta-feira (6) no Paraná, acusado de abuso sexual contra uma paciente durante trabalho de parto em Teixeira Soares, região central do estado. Em abril, outras três mulheres também denunciaram o mesmo médico por abusos em consultas.

De acordo com informações do G1, a vítima relatou à Polícia Civil que o abuso ocorreu durante um exame pré-parto. O delegado Rafael Nunes Mota declarou que ela contou que o médico passou cerca de cinco minutos tocando sua genitália externa sem justificativa médica.

“Ela descreveu que foram cinco minutos em que o médico passou a mão na parte externa da sua genitália. Disse já ter tido outros filhos e nunca ter passado por isso. O ato só parou com a entrada de uma enfermeira na sala”, relatou o delegado.

A investigação qualificou o crime como estupro de vulnerável, pois a paciente estava em condição de vulnerabilidade e sem capacidade de resistência durante o atendimento.

Felipe Lucas foi preso em Curitiba. A defesa informou que pode pedir prisão domiciliar devido à idade do médico, considerou a prisão ilegal e classificou a acusação como falsa, afirmando que ele provará sua inocência no processo.

O caso surgiu depois que a vítima procurou a polícia ao saber de outras denúncias contra o médico, cujos relatos apresentam padrão semelhante ao longo dos anos.

Investigadores afirmaram que muitas vítimas anteriores não denunciaram por receio da influência política e social do médico. O delegado Luis Henrique Dobrychtop disse que, antes, elas achavam que as denúncias não teriam efeito, mas agora perceberam que deveriam ter relatado antes.

A primeira denúncia formal foi feita em fevereiro deste ano por uma mulher de 24 anos atendida na rede pública, que relatou ter sofrido “massagens íntimas” em consulta e um forte abalo emocional.

“A primeira vítima afirmou que, durante o exame, o médico realizou massagens íntimas sob a justificativa de estimular a libido, conduta sem respaldo médico, segundo especialistas”, explicou o delegado.

Outras duas mulheres relataram abusos em 2011 e 2016, com uma delas mencionando exames de toque repetidos, mesmo após reclamar de dores intensas.

Embora esses relatos sejam prescritos para ações judiciais novas, serão anexados ao inquérito para fortalecer a investigação.

Felipe Lucas atua como médico desde 1975, mantém registro ativo no Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) e foi homenageado em 2024 pelo órgão pelos 50 anos de profissão. Também tem experiência política em Irati, com mandatos como vereador, prefeito e deputado estadual.

Créditos: Tribuna do Norte

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