Uern oferece curso gratuito de defesa pessoal para mulheres em Natal

24 de maio de 2026

Uern oferece curso gratuito de defesa pessoal para mulheres em Natal

Com o aumento da violência contra a mulher, a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) lança um curso gratuito de defesa pessoal para mulheres em Natal. As aulas semanais iniciaram no sábado (23) e seguem até 27 de junho. Trinta mulheres participam do curso que ensina técnicas de Krav Magá, focadas na defesa contra situações de perigo.

Esse curso faz parte do projeto de extensão “Todos por Elas: autodefesa e proteção digital”, do Departamento de Computação da Uern Natal. O projeto inclui ações de autodefesa, segurança digital, orientações legais, incentivo ao uso de canais de denúncia e a formação de redes de apoio às mulheres.

As participantes ressaltam a importância do tema. A estudante de Direito Ludlizy Braga Praxedes, 23, destaca que a defesa pessoal deveria ser ensinada já no ensino médio. A gestora Josenilda Fernandes, 44, acredita que a falta de conhecimento deixa as mulheres vulneráveis, tanto na periferia quanto em outras áreas da cidade.

A educadora Daniela Tavares, 42, frequenta pela primeira vez uma aula prática de defesa. Ela comenta a relevância de perceber os perigos e reforça a violência presente não apenas fora de casa, mas também em ambientes internos. Daniela pretende levar o aprendizado para suas alunas.

O treinamento, orientado pelo estudante Bergson Santos, do curso de Ciência da Computação da Uern, ensina técnicas básicas do Krav Magá. Esse método é diferente das artes marciais tradicionais, pois não envolve competição e qualquer pessoa pode aprender a se defender rapidamente. Bergson enfatiza a vulnerabilidade das mulheres e afirma que é melhor estar preparado do que desprotegido.

Dados do Ministério das Mulheres mostram que, em 2025, o canal de atendimento Ligue 180 registrou 155.111 denúncias de violência contra mulher no Brasil, sendo 1.648 no Rio Grande do Norte (RN). Nos primeiros quatro meses de 2026, ocorreram 60.952 denúncias nacionais, com 449 no RN.

O primeiro trimestre de 2026 registrou recorde de feminicídios desde 2016, com 399 vítimas no país, sendo 10 no RN, que teve um aumento de 100% comparado ao período anterior. O estado registrou a segunda maior alta em feminicídios, mesma porcentagem que Sergipe e Amazonas; o Amapá liderou com 250% de crescimento.

Créditos: Tribuna do Norte

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