Justiça determina penhora de valores da CazéTV a Romário por dívida de R$ 32,4 mi

9 de julho de 2026

Justiça determina penhora de valores da CazéTV a Romário por dívida de R$ 32,4 mi

A 4ª Vara Cível da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, ordenou a penhora de quantias que o senador Romário (PL-RJ) venha a receber da CazéTV para saldar uma dívida de R$ 32,4 milhões.

Romário participa das transmissões do canal durante a Copa do Mundo nos Estados Unidos e decidiu devolver parte do salário relativo aos dias em que esteve no país.

De acordo com a decisão judicial obtida pela coluna, a Justiça determinou que a CazéTV forneça todos os contratos firmados com Romário, além de propostas, notas fiscais, recibos, comprovantes de pagamento e outros documentos ligados à contratação do ex-jogador.

A determinação também exigiu que a CazéTV esclareça se algum acordo envolvendo Romário foi feito por empresas parceiras na cobertura da Copa de 2026, indicando qual delas seria a responsável pelos pagamentos.

“Caso o contrato para participação do executado Romário tenha sido firmado com outra empresa do grupo empresarial do qual faz parte a CazéTV, coligada, parceira comercial, produtora, agência, plataforma, patrocinador ou qualquer outra pessoa jurídica integrante da cadeia econômica da referida cobertura da Copa 2026, que esta informe com qual empresa, com a completa qualificação da contratante ou pagadora”, afirmou a 4ª Vara Cível da Barra da Tijuca.

A dívida de R$ 32,4 milhões originou-se de uma ação de cumprimento de contrato proposta pela Koncretize Projetos e Obras Ltda. contra Romário e sua empresa. O processo, que tramita em segredo de Justiça, está em fase de cumprimento de sentença.

Já houve penhora de um imóvel, uma lancha e um Porsche do ex-atleta, bem como restrições via Renajud sobre um Audi e um Peugeot vinculados a ele.

O caso começou com o Café Onze Bar, empreendimento do qual Romário era sócio. Conforme processo do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Romário contratou a Koncretize para gerir o estacionamento do bar, utilizando elevadores de veículos.

Com o fechamento do bar em 2011, o contrato foi rescindido e deu início uma disputa sobre a retirada dos elevadores.

Por conta do aumento da multa, Romário firmou um termo de confissão de dívida para encerrar o litígio, em valor próximo a R$ 1,5 milhão, que segundo a empresa, não foi cumprido.

Devido a encargos, juros, correção monetária e demais valores, o montante da dívida cresceu para os atuais R$ 32,4 milhões cobrados no processo iniciado em 2001.

Créditos: Metrópoles

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