Festa de Sant’Ana de Currais Novos começa nesta quinta-feira (16); relembre história do início do festejo

16 de julho de 2026

Hoje é 16 de julho, data a qual Currais Novos inicia mais um festejo de sua padroeira Sant’Ana. Em sua 218ª edição, a festa se volta mais uma vez para a mãe de Maria, avó de Jesus em uma comemoração que remonta a época que Currais Novos sequer era povoada de forma consistente, no início dos anos 1800.

A história remonta para o ano de 1806, quando a imagem original de Sant’Ana foi comprada pelo Capitão-Mor Galvão. De família pernambucana, a devoção pela vó de Jesus Cristo que já era presente na família encontrou o Seridó, região que já contava com uma relação forte com Sant’Ana em Caicó, com a “Lenda do Vaqueiro” que explicou o nascimento do município.

Voltando para Currais Novos, já com a imagem adquirida, o Capitão-Mor Galvão e sua mulher Dona Vicência Lins de Vasconcelos, mandaram uma petição para o Bispo de Pernambuco, declarando que queriam erguer uma capela em homenagem a Sant’Ana, o que foi concluído dois anos depois, em 1808.

O interesse veio, segundo relatos de Celestino Alves, no livro Retoques da História de Currais Novos, após uma grande seca em meados do século anterior. O pai de Capitão-Mor Galvão, aflito, prometeu: “Se Deus fosse servido para que chovesse e enchesse as cacimbas para escapar o gado, ele erigiria uma capela em homenagem à gloriosa Senhora Santa Ana na sua fazenda”.

O Coronel Cipriano morreu em 1764. Coube então a seu filho mais velho, o Capitão-Mor cumprir  a promessa do pai, doando “meia légua de terra” na ponta da Serra do Catunda, para a construção da capela.

Aí voltamos para 1808, com a conclusão da capela, onde hoje está localizada a igreja matriz. A escolha do local foi estratégica. A capela estava localizada em um local alto, com visão privilegiada a partir da casa da fazenda, localizada nas imediações de onde, hoje, funciona a Escola Municipal Salustiano Medeiros.

Esse foi o início de uma história de fé e devoção para Sant’Ana. No início, o festejo não era em forma de novenário (as coisas eram difíceis). Comemorar a padroeira era feito em um dia. Com o passar do tempo, a antiga capela, já Matriz, não mais condizia com as cerimônias litúrgicas e o número de fieis. No dia 11 de outubro de 1889, o antigo templo foi demolido para dar lugar ao atual, um monumento religioso bem maior e bem mais bonito. 

Viva Sant’Ana.

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