Petistas criticam escolha de Alfredo Gaspar como vice de Flávio Bolsonaro

6 de agosto de 2026

Petistas criticam escolha de Alfredo Gaspar como vice de Flávio Bolsonaro

Petistas que participaram da CPI do INSS avaliam que a escolha do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como vice de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi um “tiro no pé” e evidencia o isolamento da campanha. Gaspar foi relator dessa CPI e teve rejeitado seu relatório, que incluía o indiciamento de Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Petistas esperam apresentar diversas acusações contra Gaspar, incluindo a de estupro de vulnerável, que o deputado nega e já está processando na justiça quem fez essa imputação.

O deputado Rogério Correia (PT-MG), também membro da CPI, declarou que Gaspar atuou para conter a investigação sobre irregularidades no INSS durante o governo de Jair Bolsonaro (PL) e chamou a escolha para vice de um erro grave.

Apesar de afirmar ser “de direita com muito orgulho”, Gaspar garantiu que realizaria um trabalho equilibrado na CPI do INSS.

Flávio Bolsonaro tentou obter apoio de partidos de centro e centro-direita para sua candidatura presidencial, buscando aumento no tempo de televisão, porém principais partidos como PP, União Brasil e Republicanos manteram neutralidade.

O deputado Rogério Correia apontou o isolamento político e considerou que a escolha de Gaspar foi equivocada. Deputados petistas como Rubens Pereira Júnior (PT-MA) e Jorge Solla (PT-BA) também destacaram o isolamento da extrema-direita.

Em relação às acusações graves contra Gaspar, o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) o acusou de estupro, o que Gaspar nega. A acusação envolve um caso ocorrido oito anos atrás com uma adolescente de 13 anos que teria engravidado; atualmente, a vítima tem 21 anos e a criança 8.

Os parlamentares relataram que essa criança teria registrado a avó como mãe, devido à jovem idade da gestante, pedindo investigação documental e biológica.

Gaspar explicou que a acusação se refere na verdade a um caso envolvendo seu primo, Maurício César Brêda Filho, que teria tido relação com uma mulher de 21 anos ainda menor de idade na época, que engravidou e se mudou para o Rio sem informar a família. A criança teria sido batizada como Lourilene Pereira da Silva.

O deputado Gaspar acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) contra Lindbergh Farias e Soraya Thronicke (PSB-MS) por essas acusações, com relatoria do ministro Gilmar Mendes.

Após o anúncio da escolha de Gaspar como vice, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, lembrou da acusação de estupro, afirmando no X que “Flávio Bolsonaro acabou de indicar para vice um cidadão que foi acusado de estupro de vulnerável”.

O secretário nacional de comunicação do PT, Éden Valadares, afirmou que ao pesquisar sobre o vice de Flávio, se encontrará que ele foi relator de CPI, investigado por desvio de dinheiro público e suspeito de estupro, ponderando o impacto dessa informação para o eleitorado, especialmente mulheres.

Créditos: Terra

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