Ação do sindicato leva à perda de R$ 3,2 milhões destinados ao novo fardamento da Polícia Penal

A Polícia Penal perdeu mais de R$ 3,2 milhões destinados à implantação do novo fardamento e da nova identidade visual da instituição. A perda dos recursos ocorreu após a aprovação do Projeto de Lei nº 279/2026, defendido pelo Sindicato dos Policiais Penais (SINDPPEN) e apontado por Vilma Batista como de sua autoria. A proposta manteve o brasão atual e a cor preta como predominante nos uniformes, inviabilizando a execução do projeto originalmente financiado.
Como consequência, deixaram de ser adquiridos botas, calças, combat shirts, capas para coletes balísticos, camisas, mochilas, coberturas, cintos e outros Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) de última geração destinados aos policiais penais. Todo esse material seria entregue sem qualquer custo aos servidores e sem alteração no auxílio-fardamento de R$ 1.500 já existente.
Os recursos destinados à iniciativa possuíam finalidade específica e não poderiam ser utilizados para a aquisição dos uniformes atualmente adotados. Diante da impossibilidade de execução do projeto, a redistribuição dos recursos foi aprovada por unanimidade pelo Conselho Penitenciário, inclusive com o voto favorável da representante sindical.
A renovação da frota da Polícia Penal também foi impactada. Dezesseis viaturas Mitsubishi Triton, equipadas com cela e já em fase de produção na fábrica, terão de passar por alterações na identificação visual para se adequar ao modelo definido pela nova legislação, o que deve provocar atraso na entrega dos veículos.
O projeto da nova identidade visual foi desenvolvido ao longo de mais de dois anos por uma comissão formada por policiais penais, em parceria com a UFRN, com estudos técnicos voltados à padronização institucional e à modernização do fardamento da categoria.
