Dayvigo, medicamento inovador para insônia, chega ao Brasil em 2026

29 de agosto de 2026

Dayvigo, medicamento inovador para insônia, chega ao Brasil em 2026

Um novo tratamento para insônia, o Dayvigo, também chamado lemborexante, deve ser lançado nas farmácias brasileiras ainda neste ano. O medicamento será comercializado no Brasil por meio de uma parceria entre as farmacêuticas Eurofarma e Eisai, e terá um preço médio estimado em R$ 200.

A produção do lemborexante será feita no Reino Unido pela Eisai, enquanto a Eurofarma será responsável pela comercialização, promoção e distribuição em todo o território nacional.

Indicado para adultos com dificuldade para iniciar ou manter o sono, o Dayvigo pertence a uma classe diferente dos hipnóticos tradicionais, como o zolpidem. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o lemborexante em abril de 2025, e o medicamento já está autorizado em mais de 28 países, entre eles Estados Unidos, Japão, Canadá e Austrália.

A Eisai, desenvolvedora da molécula, continua responsável pelo registro do produto e pela estratégia global da marca no Brasil.

O lemborexante é o primeiro medicamento da classe dos antagonistas duplos dos receptores de orexina (DORA) aprovado no País. Diferentemente dos remédios comuns para insônia, ele atua reduzindo sinais que mantêm o cérebro acordado.

Ele bloqueia a ação da orexina, uma substância produzida pelo cérebro que ajuda a sustentar o estado de alerta, facilitando a transição da vigília para o sono.

Estudos clínicos mencionados pela Eisai apontam que o medicamento reduz o tempo para adormecer e aumenta a duração do sono. Segundo a empresa, esses efeitos foram mantidos durante 12 meses de tratamento sem evidências de insônia rebote ou sintomas de abstinência após a interrupção do uso.

Uma das principais diferenças entre o lemborexante e o zolpidem está no mecanismo cerebral. O lemborexante bloqueia a orexina, enquanto o zolpidem age no sistema GABA, que diminui a atividade cerebral para favorecer o sono.

O neurologista Lúcio Huebra, membro da Academia Brasileira do Sono, explicou que essa diferença pode reduzir alguns riscos do tratamento. Segundo ele, as drogas da classe DORA têm menor potencial para dependência, tolerância e abstinência por não atuarem no neurotransmissor GABA.

Entretanto, o lemborexante pode provocar efeitos adversos relacionados ao sono REM, como sonhos vívidos e paralisia do sono, conforme o pesquisador Pedro Genta, da Faculdade de Medicina da USP.

Créditos: tribunadonorte

Academia Noova
Prefeitura