Ex-assessor acusa Thabatta de rachadinha e uso particular de gabinete

29 de setembro de 2026

Ex-assessor acusa Thabatta de rachadinha e uso particular de gabinete

A menos de uma semana das eleições, a campanha da vereadora Thabatta Pimenta (PV), concorrente a deputada federal, enfrenta denúncias feitas por um ex-assessor parlamentar. Laércio Cardoso alega ter sido obrigado a devolver parte do salário e a realizar atividades pessoais para a candidata, além de apontar supostas irregularidades no gabinete.

Thabatta afirmou que as acusações devem ser avaliadas pela Justiça e ressaltou que os ataques atingem principalmente sua relação com o irmão Ryan, cuja condição influencia sua atuação como mãe atípica.

O ex-assessor divulgou suas declarações em um vídeo publicado no último domingo (27) em um perfil no Instagram. Ele também mencionou outros membros do gabinete, denunciando a existência de funcionários fantasmas, nepotismo cruzado, transfobia e irregularidades nas contratações.

Laércio foi nomeado no gabinete de Thabatta em janeiro de 2025 e exonerado em abril de 2026.

Entre as principais denúncias está a obrigação de devolver parcelas do salário recebido na Câmara. Inicialmente, ele afirmava receber R$ 2,4 mil, passando depois a R$ 3,8 mil ao aceitar morar na casa da vereadora para ajudá-la com tarefas pessoais. Segundo seu relato, devia devolver R$ 800 mensalmente à pessoa que identifica como chefe de gabinete. Essa prática é conhecida como “rachadinha”, que consiste na devolução de parte do salário de servidores ou assessores ao parlamentar ou ao gabinete.

Além disso, Laércio disse que, apesar de lotado oficialmente na Câmara, era usado para serviços privados. Ele explicou que morava na casa de Thabatta a convite dela e da chefe de gabinete, realizando tarefas domésticas e cuidando do irmão da vereadora, Ryan, que tem deficiência.

De acordo com ele, também acompanhava Thabatta em viagens pelo Rio Grande do Norte e que os assessores precisavam arcar com alimentação e outras despesas por conta própria durante os deslocamentos.

“Eu fui usado como empregado pessoal de Thabatta, por meses”, declarou.

Laércio ainda acusou a parlamentar de usar recursos da Câmara, como carro e combustível, para fins eleitorais.

Ele informou que o gabinete passou por muitas exonerações e que, dos 13 assessores inicialmente nomeados, apenas três permaneciam no momento.

No dia da publicação do vídeo, Thabatta se manifestou nas redes sociais, afirmando que prefere deixar a Justiça cuidar do assunto e declarou que os ataques envolvendo seu irmão têm impacto direto em sua vida pessoal. Ela não respondeu especificamente às acusações de Laércio.

“Como mãe atípica, as pessoas têm sido cada vez mais cruéis em relação aos ataques”, disse.

A vereadora associou as denúncias ao avanço de sua candidatura, relatando que passou a sofrer ataques após surgir em segundo lugar numa pesquisa para deputada federal.

Thabatta declarou que o cuidado com Ryan foi decisivo para sua entrada na política. Ela contou que a morte da mãe durante a pandemia mudou sua vida e que a atenção ao irmão orienta sua luta em defesa de mães atípicas e de pessoas com deficiência.

“Ryan é a minha vida. Ryan é tanto a minha vida que foi o que me motivou a entrar na política para lutar por essas mães”, afirmou.

Sobre as demais denúncias, ela afirmou que “o resto a Justiça toma de conta”, sem dar respostas específicas a respeito das alegações de devolução de salário, uso particular dos assessores, uso de recursos da Câmara ou supostas irregularidades no gabinete.

Créditos: Saiba Mais

Academia Noova
Prefeitura