Terceiro incêndio na UFPE em uma semana causa R$ 100 milhões em prejuízo

8 de outubro de 2026

Terceiro incêndio na UFPE em uma semana causa R$ 100 milhões em prejuízo

Um incêndio ocorrido na noite de quarta-feira destruiu um prédio da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e causou um prejuízo estimado em R$ 100 milhões, conforme informou o reitor Alfredo Gomes.

O Corpo de Bombeiros controlou as chamas, e a Polícia Federal iniciou uma investigação para apurar se o fogo teve origem criminosa.

Não houve feridos no incidente, que afetou laboratórios de fármacos, informática e genética, resultando na perda de duas décadas de pesquisas, segundo o reitor.

Este foi o terceiro incêndio na UFPE em apenas uma semana. Ocorreram outros dois casos em laboratórios: um no Departamento de Física em 30 de setembro e outro no Centro de Biociências no domingo anterior.

O incêndio destruiu o antigo edifício da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (Dine), localizado na Cidade Universitária, Zona Oeste do Recife. O prédio abrigava também o Núcleo de Pesquisa em Inovação Terapêutica.

O combate ao fogo foi conduzido com cinco viaturas do Corpo de Bombeiros, sendo finalizado às 5h desta quinta-feira (8). A UFPE informou que, devido aos produtos armazenados, as chamas se espalharam rapidamente, e ainda não há confirmação da causa inicial. A Polícia Federal foi acionada para conduzir as investigações.

O ministro da Educação, Leonardo Barchini, expressou solidariedade à universidade, lamentou o ocorrido e afirmou que o MEC está à disposição para apoiar a UFPE na recuperação dos danos.

O incêndio ocorreu próximo à Casa do Estudante da UFPE, e a fumaça chegou a invadir as residências, gerando preocupação entre os estudantes.

Testemunhas relataram que amostras de pesquisas relacionadas à Covid-19, autismo, câncer e TDAH foram destruídas pelo fogo. A estudante de nutrição Letícia Porfísio descreveu que as chamas tiveram cores amarelo, azul e roxo, com uma fumaça densa e cheiro forte de fósforo e produtos químicos.

Os seguranças da universidade verificaram o prédio para garantir que ninguém estivesse dentro no momento do incêndio.

Nos incêndios anteriores, não houve feridos. O episódio em 30 de setembro foi atribuído a uma câmara de alta temperatura usada para aquecimento de substâncias, enquanto o ocorrido no laboratório de Citogenética e Evolução Vegetal também está sendo investigado.

O reitor da UFPE comunicou o Ministério da Educação e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação para buscar formas de minimizar os impactos causados pelo incêndio.

Créditos: G1 Pernambuco

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