Flávio Bolsonaro anuncia pedido de anulação após derrota e prorrogação da votação

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à presidência, declarou na noite desta quarta-feira que irá solicitar a anulação das eleições. A decisão ocorre após o ministro do STF Cristiano Zanin determinar a prorrogação do horário de votação até as 19h em todo o país. Flávio perdeu para Lula (PT) em uma virada histórica.
O senador questionou o resultado e acusou o STF de alterar as regras eleitorais durante o processo. Ele afirmou que não aceitará o resultado “da maneira como aconteceu” e afirmou que fiscais do PL foram retirados da sala-cofre após decisão do Supremo.
“Vamos utilizar nosso jurídico e pedir a anulação dessas eleições. Não aceito que as regras do jogo sejam mudadas durante a partida, novamente pelos aliados de Lula no Supremo Tribunal Federal. É inexplicável o que aconteceu. As coisas mudam do nada, a pedido de um ex-sócio do próprio Zanin, que acata um pedido sem base da Justiça Eleitoral”, declarou Flávio Bolsonaro.
O senador também ressaltou que os fiscais do PL foram removidos da sala-cofre assim que a decisão de prorrogar a votação foi tomada e que muitas questões precisam ser esclarecidas antes que o Brasil aceite o resultado das eleições. “Eu não vou desistir do meu Brasil e espero que quem me assiste também não desista”, finalizou em rápido discurso após a divulgação do resultado.
A decisão de prorrogar a votação até as 19h foi tomada pelo ministro Cristiano Zanin após relatos de problemas no transporte público, com redução da frota de ônibus e dificuldades de deslocamento, especialmente em São Paulo e Bahia. A prorrogação valia apenas para seções eleitorais que ainda não haviam encerrado a votação.
Em seguida, o presidente do TSE, Nunes Marques, orientou os TREs a manterem a votação aberta até as 19h apenas nas urnas ainda em funcionamento, sem reabrir aquelas já fechadas.
Na Bahia e em Sergipe, a Justiça Eleitoral cobrou a retomada do transporte público. Em Salvador, o presidente do TRE-BA determinou a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, por suposto descumprimento da decisão judicial.
Após a derrota, Flávio Bolsonaro, bastante abatido segundo um aliado, deixou o local de apuração em Brasília e permaneceu em um imóvel com a cúpula do PL, onde reuniu-se com seus aliados.
No primeiro turno, Flávio obteve 47,03% dos votos válidos contra 45,16% de Lula. No segundo turno, Lula conseguiu reverter o placar e foi reeleito presidente.
Durante a campanha, Flávio buscou ampliar seu apoio além da base bolsonarista tradicional, tentando conquistar votos de eleitores de candidatos derrotados no primeiro turno, com ações em regiões como Nordeste e São Paulo.
Seus discursos destacavam temas como economia e segurança pública, criticando o endividamento das famílias, o custo de vida e a violência, além de defender cortes nos gastos públicos e impostos.
Pesquisas divulgadas antes do segundo turno apontavam uma disputa acirrada, com empate técnico entre os candidatos, embora Flávio liderasse numericamente em alguns cenários.
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Créditos: UOL Noticias