Tecnologia da usina solar do Aeroporto de Natal reaproveita fresa da pista do terminal e amplia geração de energia

2 de abril de 2026

Em construção desde novembro, a Usina Solar do Aeroporto de Natal, em São Gonçalo do Amarante, incorporou princípios de engenharia sustentável e economia circular ao reaproveitar aproximadamente 11.000 m³ de fresa de CBUQ (Concreto Betuminoso Usinado a Quente). O material é resultante da fresagem do pavimento asfáltico, composto por fragmentos de asfalto e agregados provenientes do processo de manutenção da pista realizado em 2017. Este material, normalmente descartado, está sendo aplicado na regularização e estabilização do solo da área destinada ao sistema fotovoltaico, reduzindo a necessidade de utilização de novos recursos naturais.

A solução contribui diretamente para melhorar a uniformidade e a capacidade de refletir a luz do solo, características essenciais para aumentar a eficiência dos módulos bifaciais instalados no empreendimento, que captam radiação tanto pela face frontal quanto pela traseira. Com um terreno mais nivelado e com maior refletância, os painéis conseguem aproveitar melhor a luz difusa e refletida, ampliando sua produtividade. Como resultado, estima-se um incremento de 6,5% na geração anual de energia em comparação a uma configuração tradicional em solo natural.

Entre os benefícios, a utilização dessa fresa elimina a necessidade de extração e transporte de agregados naturais, reduz as emissões indiretas de CO₂ e fortalece o ciclo sustentável dos ativos aeroportuários, ampliando práticas de economia circular. Aliado a isso, a reutilização deste material reduz ainda o consumo de insumos virgens, como brita e agregados naturais; diminui as emissões associadas à cadeia de suprimentos e otimiza o balanço energético do sítio aeroportuário, fortalecendo a agenda ESG e da governança ambiental.

“O projeto da Usina Solar do Aeroporto de Natal está totalmente alinhado à visão da Zurich Airport Brasil de desenvolver aeroportos eficientes, resilientes e ambientalmente responsáveis, integrando infraestrutura, inovação e responsabilidade socioambiental. Em breve o povo potiguar terá um aeroporto com 100% de autonomia do ponto de vista energético”, avalia Ricardo Gesse, CEO da Zurich Airport Brasil.

As obras da Usina Solar do Aeroporto de Natal estão sendo executadas desde o final de novembro e têm previsão de inauguração no segundo semestre de 2026. Executada pela empresa potiguar WSO Solar, a usina terá potência de 5 MW, com 11 mil placas solares instaladas ao lado do pátio do aeroporto, capazes de gerar 1 milhão de kWh por mês – energia suficiente para abastecer cerca de 6.800 residências, considerando consumo médio de 150 kWh/mês. O investimento na Usina Solar é de R$ 25 milhões por parte da Zurich Airport Brasil, concessionária do Aeroporto de Natal.

Além da construção da Usina Solar, a Zurich Airport Brasil tem promovido uma série de iniciativas em sustentabilidade no aeroporto, como a instalação dos sistemas 400 Hertz e PCA, que fornecem energia limpa para aeronaves em solo, substituindo o uso de combustíveis fósseis e contribuindo para a descarbonização do setor aéreo.

Outra frente relevante de economia circular é a gestão de resíduos. Em 2025, mais de 90% dos resíduos gerados no aeroporto foram desviados de aterro. A ação conta ainda com uma parceria junto a uma cooperativa de reciclagem, gerando emprego e renda para famílias locais. Além disso, o aeroporto também desenvolve iniciativas de reuso de água, ampliando a eficiência hídrica e reduzindo o consumo de recursos naturais.

Essas iniciativas reafirmam o compromisso da Zurich Airport Brasil em promover operações mais eficientes, reduzir impactos ambientais e gerar valor de longo prazo para a sociedade potiguar, para o meio ambiente e para o setor aéreo brasileiro.

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