Americanas solicita encerramento de recuperação judicial após cumprir plano

26 de março de 2026

Americanas solicita encerramento de recuperação judicial após cumprir plano

A Americanas informou nesta quarta-feira (25) que entrou com um pedido judicial para encerrar seu processo de recuperação judicial. Segundo a empresa, a solicitação foi feita após cumprir as obrigações previstas no plano aprovado pelos credores, dentro do prazo legal de até dois anos após a homologação.

O pedido abrange todas as empresas do grupo que também estão em recuperação judicial e foi protocolado na 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro. Caso aprovado, marcará o fim de uma fase da maior crise da história da companhia.

O processo teve início após a descoberta de um esquema de fraude que revelou um rombo bilionário e levou a um endividamento superior a R$ 50 bilhões, com cerca de R$ 42 bilhões incluídos na recuperação judicial.

O movimento segue após a fase mais crítica da crise financeira iniciada em 2023, agora dependendo da decisão judicial para o encerramento formal do processo.

Além disso, a Americanas informou a venda da Uni.Co, empresa que detém as marcas Imaginarium e Puket, para a BandUP!, vencedora do processo competitivo judicial, por R$ 152,9 milhões.

A crise financeira da Americanas começou em janeiro de 2023, quando a empresa revelou inconsistências em lançamentos contábeis estimadas inicialmente em cerca de R$ 20 bilhões. Após o anúncio, o então presidente Sergio Rial, que estava há nove dias no cargo, deixou a presidência da companhia.

Os investidores iniciaram uma venda massiva de ações, que caíram quase 80% em um único dia, continuando em dias subsequentes. Na ocasião, Rial afirmou que “a primeira grande conclusão é que não estamos falando de um número que está fora do balanço”.

Em 19 de janeiro, a Americanas pediu a recuperação judicial na Justiça do Rio de Janeiro e teve suas ações retiradas da B3. O plano de recuperação, inicialmente apresentado em março, foi aprovado em 19 de dezembro.

O montante da dívida abrangida pelo plano ultrapassa R$ 50 bilhões, dos quais cerca de R$ 42 bilhões são débitos concursais renegociados com credores. O plano também previu um aporte de R$ 12 bilhões dos acionistas de referência — os bilionários Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Herrmann Telles.

Créditos: g1

Sidy's Tv e Internet
RN Prefeitura