Comércio em Natal busca escoar estoque da Copa após eliminação do Brasil

15 de julho de 2026

Comércio em Natal busca escoar estoque da Copa após eliminação do Brasil

Com a eliminação precoce do Brasil na Copa do Mundo, diversos comerciantes em Natal se depararam com estoques de produtos temáticos da competição nas cores verde e amarelo. No Alecrim, o verde e amarelo já perderam protagonismo, mas alguns lojistas continuam desenvolvendo estratégias para vender os itens restantes e aproveitar futuras ocasiões.

Cleide Alves, gerente da loja Emanuelle, conta que os produtos temáticos femininos e infantis foram totalmente vendidos, restando apenas algumas camisas masculinas. “Tínhamos a expectativa de vitória do Brasil e recebemos muitos produtos. Após a eliminação, restam poucas unidades masculinas. Ainda não decidimos se vamos guardar para a próxima Copa”, declara.

Esses itens devem ser vendidos em uma liquidação na loja, mas a gerente prevê desafios para as vendas. Caso reste algum estoque, ela considera guardá-lo para outras épocas, como as eleições de outubro.

Carla Mariana, artesã e vendedora na Lojinha da Mari, também aposta nos produtos temáticos, comercializando tiaras, laços e o álbum da Copa do Mundo de 2026. “Estamos fazendo promoções e aguardando as eleições, que também geram bastante venda de itens do Brasil”, menciona.

Ela vê o 7 de setembro como outra oportunidade de venda. Atuando no camelódromo do Alecrim, Carla Mariana vende seu artesanato, enquanto seu esposo comercializa camisas da Seleção Brasileira. Apesar da procura diminuir, eles continuam vendendo as peças, que já recebem descontos entre R$ 10 e R$ 20.

Graça Cunha, proprietária da loja John John Kids, com foco no público infantil, conta que vendeu muitos itens temáticos antes e durante os primeiros jogos, quando a expectativa era que o Brasil avançasse de fase. Após a eliminação nas oitavas de final para a Noruega, ficou o estoque remanescente.

Ela afirma que ainda há interesse pelos produtos temáticos e que pretende vender o estoque restante no 7 de setembro, data em que as pessoas costumam usar roupas nas cores do Brasil, e também nas eleições.

O gerente da Agência Sebrae Grande Natal, Thales Medeiros, recomenda transformar o estoque parado em capital para evitar despesas prolongadas com armazenamento. Segundo ele, “o primeiro passo é classificar os produtos conforme giro, margem e possibilidade de venda após o evento”.

Itens temáticos podem ser reposicionados como artigos relacionados ao futebol, identidade brasileira ou uso cotidiano, garantindo vendas em outras épocas. A criação de kits promocionais com preços vantajosos e a oferta de produtos complementares podem aumentar o valor médio das compras.

Para pequenos empreendedores, a orientação é priorizar canais de venda de baixo custo, como WhatsApp Business, Instagram, listas de clientes e parcerias locais, monitorando quais ações geram mais conversões. Também sugerem campanhas de tempo limitado, retirada no estabelecimento e condições especiais para compras em quantidade.

Thales destaca que a margem de desconto deve ser estudada caso a caso, considerando custos de aquisição, impostos, taxas, comissões e outros custos variáveis. A precificação correta é crucial.

Ele observa que, naturalmente, o interesse por produtos ligados exclusivamente à seleção diminui após a eliminação, mas o consumo relacionado ao futebol, confraternização e entretenimento pode continuar enquanto a competição segue.

Recomenda-se que os comerciantes acompanhem diariamente as vendas, evitem novas compras temáticas, reduzam custos de estoque já adquirido e direcionem suas comunicações a outras datas comemorativas, como férias, Dia dos Pais e final de ano.

Por fim, a lição principal é não basear as compras em expectativas excessivamente otimistas e manter controle rigoroso sobre estoque, fluxo de caixa, ponto de equilíbrio e margem de contribuição durante toda a campanha.

Créditos: Tribuna do Norte

Well Lab

Refinaria Clara Camarão reajusta preço da gasolina e diesel pela segunda semana

9 de julho de 2026

Refinaria Clara Camarão reajusta preço da gasolina e diesel pela segunda semana

A Refinaria Clara Camarão, localizada em Guamaré e operada pela Brava Energia, anunciou um novo aumento nos preços da gasolina A e do diesel A S500 nesta quinta-feira (9). Este é o segundo reajuste consecutivo nos combustíveis após o aumento registrado na semana anterior.

O preço do litro da gasolina A subiu de R$ 3,80, valor praticado em 2 de julho, para R$ 3,86, um acréscimo de R$ 0,06. Na atualização anterior, a gasolina já havia sido reajustada de R$ 3,75 para R$ 3,80, aumento de R$ 0,05.

O diesel A S500 também teve aumento nas duas modalidades de venda. Na modalidade EXA, o litro passou de R$ 4,41 para R$ 4,51, alta de R$ 0,10. Na modalidade LCT, o preço subiu de R$ 4,42 para R$ 4,52, também com reajuste de R$ 0,10 por litro.

Desde 19 de fevereiro, quando começou uma sequência prolongada de aumentos na refinaria, o litro da gasolina A acumula alta de R$ 1,35, saindo de R$ 2,51 para R$ 3,86 em menos de cinco meses.

No diesel A S500, na modalidade EXA, o litro aumentou de R$ 3,28 em 19 de fevereiro para R$ 4,51, alta de R$ 1,23. Na modalidade LCT, o preço passou de R$ 3,30 para R$ 4,52, acréscimo de R$ 1,22.

Apesar do reajuste recente, os preços atuais ainda estão abaixo de alguns dos maiores valores registrados nos últimos meses. Para a gasolina, o maior preço ocorreu em 21 de maio, quando o litro alcançou R$ 4,22. No diesel, um dos maiores valores foi registrado em 9 de abril, com R$ 5,77 na modalidade EXA e R$ 5,78 na LCT.

Os preços divulgados representam os valores praticados na refinaria e não refletem necessariamente o preço final ao consumidor nos postos. Isso porque, até chegar às bombas, os combustíveis passam por etapas como distribuição, aplicação de tributos, custos logísticos, mistura obrigatória no caso da gasolina e definição das margens de revenda.

Créditos: Tribuna do Norte

Restaurante Sertanejo

RN tem quarto maior preço médio da gasolina no Nordeste, aponta ANP

30 de junho de 2026

RN tem quarto maior preço médio da gasolina no Nordeste, aponta ANP

Mesmo após duas reduções seguidas no preço da gasolina A na Refinaria Clara Camarão, o Rio Grande do Norte mantém o quarto maior preço médio do combustível entre os estados do Nordeste, com o litro sendo comercializado a R$ 6,96. O valor mínimo encontrado nos postos foi R$ 6,45 e o máximo chegou a R$ 7,59. Os dados são do relatório semanal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), referente ao período de 21 a 27 de junho, com coleta em 31 estabelecimentos.

O RN fica atrás apenas de Sergipe (R$ 7,12), Bahia (R$ 7,07) e Pernambuco (R$ 6,98) em termos de preço médio. Comparado à semana anterior, quando o preço era R$ 6,80, houve um aumento de 2,35%.

O reajuste ocorreu na mesma semana em que a Brava Energia anunciou a segunda queda semanal consecutiva nos preços da gasolina A e do diesel A S500 na Refinaria Clara Camarão, em Guamaré. Na gasolina A, o preço passou de R$ 3,81 para R$ 3,75 por litro, uma redução de R$ 0,06, após outra queda da semana anterior, quando o valor foi reduzido de R$ 3,99 para R$ 3,81.

Maxwell Flor, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do RN (Sindipostos/RN), explica que essa redução ainda não chegou ao consumidor final devido ao aumento nos preços das distribuidoras para os postos revendedores. Segundo ele, as distribuidoras justificam o aumento por restrição nos estoques, que provoca elevação dos preços. Também há relatos de atrasos nos navios que abastecem as distribuidoras.

Além disso, Maxwell Flor comenta que as distribuidoras priorizam os postos que promovem suas marcas. Os postos locais compram gasolina também da Paraíba, Pernambuco e Ceará. Ele destaca que quase metade do mercado é composto por postos de marca própria, que não têm vínculo com distribuidoras e enfrentam maiores dificuldades de fornecimento, refletindo nos preços cobrados.

Visitas da reportagem em dois postos de Natal confirmaram os valores próximos aos indicados pela ANP: em Lagoa Nova, o litro estava a R$ 6,92, e na Ribeira, a R$ 6,95.

O economista Helder Cavalcanti acrescenta que, além das variações de estoque, a redução anunciada pode não ser sentida pelo consumidor final porque incide sobre a gasolina A, vendida antes da adição do etanol anidro. Este combustível, que recebe cerca de 27% de etanol na mistura para formar a gasolina C vendida nos postos, representa apenas parte do preço final.

O preço pago pelo consumidor também inclui custos com etanol, transporte, armazenagem, distribuição, tributos e margens das distribuidoras e dos postos. Fatores externos, como a cotação internacional do petróleo e a variação cambial, também influenciam. A valorização do dólar tende a elevar os custos dos combustíveis brasileiros.

Para as próximas semanas, a expectativa é de estabilidade relativa nos preços, dependendo da estabilidade dos fatores externos. Contudo, a queda anunciada pela refinaria não deve ser totalmente percebida pelo consumidor final devido à composição dos preços na cadeia de distribuição.

Dina Perez, diretora-geral do Procon Natal, informou que a fiscalização sobre os repasses da cadeia de combustíveis foi intensificada nas últimas duas semanas. Até o momento, não foram identificados aumentos abusivos ou reajustes ilegais que violem o Código de Defesa do Consumidor.

Ela orienta que consumidores que notem aumentos fora da média ou suspeitas de irregularidades registrem denúncias nos canais oficiais do Procon para que fiscalizações sejam realizadas.

Créditos: Tribuna do Norte

Well Farma

Conheça o Wagyu, a carne japonesa que custa mais de R$ 1.000 o quilo

29 de junho de 2026

Conheça o Wagyu, a carne japonesa que custa mais de R$ 1.000 o quilo

O Japão, adversário do Brasil no dia 29 de junho de 2026, é a origem da raça wagyu, famosa por sua carne, que pode custar mais de R$ 1.000 por quilo no Brasil.

No passado, esses bois recebiam massagens e bebiam cerveja para relaxar, mas a maciez e o sabor da carne são resultado da genética do wagyu.

Seus ancestrais vieram da Coreia no século 2. Após cruzamentos iniciados em 1868, a raça se expandiu pelo mundo a partir da década de 1990.

Hoje, o rebanho brasileiro tem cerca de 5 mil animais puros e aproximadamente 30 mil cruzados com wagyu.

Uma das variedades mais conhecidas do wagyu é o Kobe Beef, que só recebe esse nome se o animal nascer, crescer e for abatido na província japonesa de Hyogo, além de passar por critérios rigorosos de qualidade.

No Brasil, existem vários cortes de wagyu, como picanha, ancho, chorizo e fralda. Os preços variam conforme o grau de marmoreio, sendo mais caros os cortes com maior marmoreio.

Embora o wagyu tenha fama de receber mordomias como bebidas alcoólicas e massagens, essas práticas eram comuns no Japão antigamente, mas não são mais usadas na maioria das fazendas e grandes confinamentos.

A crença era que a cerveja ajudava na digestão e que a massagem favorecia o depósito de gordura entremeada, o marmoreio, mas não há comprovação científica, conforme explica Daniel Steinbruch, presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos da Raça Wagyu (ABCWagyu).

A alimentação dos animais inclui grãos ricos em amido, como milho, sorgo, arroz, trigo e cevada. No Brasil, alguns wagyus são alimentados com subprodutos dessa indústria, mesmo sem o consumo direto de cerveja.

A massagem pode contribuir para o bem-estar dos bois, mas não é prática comum nas grandes propriedades devido ao tamanho dos rebanhos.

O nome wagyu significa “gado do Japão”, sendo “wa” Japão e “gyu” gado. Os primeiros ancestrais da raça chegaram ao Japão por volta do século 2, vindos da península coreana, descendentes do gado Hanwoo, usados para tração de animais.

Esse gado permaneceu isolado até 1868, quando cruzamentos com raças estrangeiras deram origem ao wagyu moderno. Em 1976, os primeiros wagyus saíram do Japão para os Estados Unidos e, na década de 1990, ganharam o mundo.

No Brasil, a população de wagyu é formada por animais puros e cruzados, conforme dados da ABCWagyu.

Créditos: g1

QFome App

Quina de São João oferece prêmio de R$ 260 milhões neste domingo

27 de junho de 2026

Quina de São João oferece prêmio de R$ 260 milhões neste domingo

A Quina de São João está chegando ao fim das apostas, com um prêmio estimado em R$ 260 milhões. O sorteio especial nº 7.051 ocorrerá neste domingo (28), às 14h, no Centro de Tradições Nordestinas (CTN), em São Paulo, e não acumula conforme a regra das Loterias Caixa.

As apostas simples podem ser feitas até as 22h de sábado (27), enquanto os bolões têm prazo até as 13h de domingo, antes do sorteio. As apostas estão disponíveis nas casas lotéricas de todo o país, pelo portal Loterias Caixa, pelo aplicativo Loterias CAIXA (Android e iOS) e pelo Internet Banking CAIXA (IBC), que é exclusivo para correntistas.

O sorteio será transmitido ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube, pela página oficial das Loterias Caixa no Facebook, e pelo portal g1.

Por ser um concurso especial, a Quina de São João não acumula. Caso não haja ganhadores com as cinco dezenas, o prêmio será dividido entre os que acertarem quatro números e assim sucessivamente, conforme as regras.

Esta é a 16ª edição da Quina de São João. No ano passado, em 2025, 13 apostas acertaram o prêmio principal e receberam R$ 19,2 milhões cada.

Para jogar, o apostador deve escolher de 5 a 15 números entre os 80 disponíveis ou optar pela Surpresinha, em que os números são escolhidos pela Caixa Econômica Federal.

O valor da aposta e as chances de acerto variam conforme a quantidade de números selecionados. São premiadas as apostas que acertam de 2 a 5 números, conforme a divisão de prêmios da modalidade.

Créditos: g1

Sidy's Tv e Internet

Entrega parcial do Complexo Acari Cidade da Moda está prevista para setembro

16 de junho de 2026

Entrega parcial do Complexo Acari Cidade da Moda está prevista para setembro

A entrega do Complexo Acari Cidade da Moda, inicialmente programada para março, será feita de forma parcial em setembro de 2026. A obra está com 73,70% de execução e passou por ajustes no projeto. Segundo Diogo Bezerra, secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Acari, os projetos estão na fase final de análise pela Caixa Econômica Federal.

O investimento total é de R$ 22,68 milhões, com previsão de conclusão completa para o início de 2027. As adequações foram solicitadas em virtude de diligências do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Caern e Cosern.

Estão previstos para entrega no dia 5 de setembro sete galpões industriais, que correspondem à primeira etapa do empreendimento. O secretário informou que o edital para a contratação das empresas que iniciarão as operações está em elaboração, com expectativa de divulgação em breve, para que as vencedoras comecem a atuar logo após a entrega.

Cada empresa poderá ocupar até dois galpões e deve apresentar uma marca própria, favorecendo o comércio local e a sustentabilidade das companhias. Estima-se que cada galpão empregue cerca de 80 trabalhadores, resultando em aproximadamente 560 funcionários atuando no chão de fábrica quando todos estiverem em operação.

Na sequência da primeira etapa, será construída uma área para Centro de Eventos e dois centros comerciais, o que pode gerar vagas adicionais de trabalho. A Prefeitura de Acari tem promovido capacitação local para os interessados, incluindo cursos de costura e mecânica, em parceria com o Sistema S e o Sebrae/RN, com quase 100% dos inscritos oriundos da cidade.

O prefeito Fernando Bezerra destacou os investimentos no treinamento da população e o apoio às empresas que já se estabeleceram aguardando a finalização da obra. Recentemente, foi realizada uma reunião com o Sebrae/RN para a criação de um comitê executivo que atuará na gestão do Complexo.

Verônica Melo, gerente de Desenvolvimento Setorial do Sebrae/RN, acredita que o Complexo pode fortalecer a cultura local e a identidade da região do Seridó, além de unir empresas, fornecedores e prestadores de serviços do setor da moda, ampliando as oportunidades de negócios e atraindo novos investimentos.

O presidente da Associação Seridoense de Confecções (Asconf), Zeca Araújo, ressaltou a vocação do Seridó para a indústria da moda e a necessidade da iniciativa privada unir esforços para otimizar o uso da estrutura e fomentar o crescimento do setor na região.

O Complexo teve sua ordem de serviço assinada em 2022, financiado pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. Além dos galpões industriais, o projeto contempla um Centro de Eventos, uma galeria de lojas e uma área de manobra próxima à BR-427.

O último prazo acordado prevê a conclusão das obras até o início de 2027, porém a expectativa interna é que a segunda etapa seja finalizada ainda em 2026, conforme informou Diogo Bezerra.

Créditos: tribuna do norte

Academia Noova

Senado aprova piso de R$ 14 mil para médicos e dentistas em 2024

11 de junho de 2026

Senado aprova piso de R$ 14 mil para médicos e dentistas em 2024

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou em 10 de maio o Projeto de Lei (PL) 1.365/2022, que atualiza o salário mínimo profissional para médicos e cirurgiões-dentistas, além de elevar os valores pagos por hora extra e trabalho noturno.

O piso, que era de R$ 13,6 mil em 2024, será reajustado para R$ 14.589 neste ano para jornadas de 20 horas semanais. Atualmente, o piso da categoria é de R$ 3.636.

Classificado como uma “pauta-bomba”, o projeto avançou apesar das tentativas do governo de postergar a votação, influenciado pela pressão das categorias profissionais e pela proximidade das eleições.

A proposta tramita em caráter terminativo, o que significa que seguirá diretamente para a Câmara dos Deputados, salvo se algum senador solicitar votação no plenário do Senado. Se aprovada na Câmara, a alteração valerá para médicos e dentistas das redes pública e privada. O Ministério da Gestão estima um impacto financeiro de R$ 25 bilhões até 2029.

Os aumentos salariais serão custeados pelo Fundo Nacional de Saúde (FNS).

Além disso, o valor mínimo será corrigido anualmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). No caso de médicos concursados por estados ou municípios, a correção poderá seguir outro índice legalmente estabelecido pelo ente federativo correspondente.

O PL também determina que as horas extras e de trabalho noturno terão adicionais de 50%, atualmente fixados em 20%. A proposta assegura ainda um descanso de 10 minutos a cada 90 minutos trabalhados.

Créditos: Estadão

Wheyz

EUA propõem tarifa de 25% sobre produtos brasileiros após investigação

2 de junho de 2026

EUA propõem tarifa de 25% sobre produtos brasileiros após investigação

Os Estados Unidos propuseram uma tarifa de 25% sobre produtos importados do Brasil, após a conclusão de uma investigação comercial que criticou políticas implementadas pelo governo Lula.

O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) iniciou a investigação em julho de 2025, classificando como “irrazoáveis” diversas práticas brasileiras. Com isso, colocou em consulta pública um conjunto de medidas corretivas que inclui essa tarifa, com uma lista de exceções.

Jamieson Greer, representante comercial dos EUA, afirmou que apesar do aumento das conversas com o governo brasileiro, os pontos questionados não foram resolvidos. Ele ressaltou que ao longo do último ano, ocorreram várias reuniões construtivas entre o presidente Trump, ele mesmo e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas divergências significativas permanecem.

O processo seguirá para audiências e recebimento de comentários públicos antes de uma decisão final. O USTR estabeleceu prazos: 22 de junho de 2026 para pedidos de participação em audiências, 1º de julho para comentários por escrito e 6 de julho para audiência pública, sendo 15 de julho o prazo final para adoção das medidas.

A lista de exceções inclui produtos que os EUA consideram estratégicos ou cuja oferta interna é limitada, como algumas carnes, frutas, minerais, café, chá, especiarias, cereais, sementes, fertilizantes, aeronaves e peças, terras raras, químicos orgânicos e farmacêuticos.

O relatório do USTR critica decisões judiciais envolvendo plataformas digitais e regras de pagamento eletrônico no Brasil. O órgão alega ordens sigilosas para remoção de conteúdo político, suspensão de perfis e punições que incluem multas e restrições a ativos, além de suposto favorecimento a concorrentes locais nos sistemas de pagamento.

O documento também destaca acordos preferenciais entre Brasil, México e Índia, alegando que o Brasil aplica tarifas inferiores a centenas de produtos desses países sem oferecer tratamento equivalente aos EUA, principalmente no comércio de etanol, sem reciprocidade desde 2017.

Outros pontos da investigação são o desmatamento ilegal, problemas na propriedade intelectual e no combate à corrupção. O USTR afirmou que o Brasil não aplica adequadamente suas leis de proteção ambiental, que o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) demora a analisar patentes, e que o país não adota medidas suficientes contra suborno e corrupção.

Essa investigação da Seção 301 ocorre em meio a disputas legais sobre o uso de poderes para impor tarifas nos EUA. Em fevereiro, a Suprema Corte americana decidiu que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) não autoriza o presidente a criar tarifas unilateralmente, o que derrubou algumas taxas.

Após essa decisão, Trump anunciou uma tarifa global temporária de 10% válida até 24 de julho, que se soma às tarifas já vigentes para a maioria dos produtos brasileiros.

Greer afirmou que os Estados Unidos continuam as negociações com o Brasil enquanto o processo segue para consulta pública, buscando uma solução para as preocupações americanas.

Créditos: UOL Economia

Well Lab Isaac Nutri

Itaú cobra por serviços não contratados há 14 anos, revela acordo com MP

1 de junho de 2026

Itaú cobra por serviços não contratados há 14 anos, revela acordo com MP

O Itaú reconheceu que há 14 anos vem cobrando por serviços não solicitados pelos clientes. Essa prática, exposta pelo Metrópoles, foi detalhada em ação civil coletiva que resultou em acordo entre o banco e o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).

Porém, o acordo limita o direito dos consumidores, criando obstáculos para que possam reaver os valores cobrados indevidamente. Apenas correntistas que conseguirem comprovar que foram lesados e que reclamaram por canais oficiais até dezembro de 2025 terão direito ao ressarcimento.

O acordo até supera o que determina o Código de Defesa do Consumidor. Ainda assim, clientes do Itaú que souberem da cobrança podem buscar outros meios para reivindicar seus direitos.

Para identificar possíveis cobranças, o primeiro passo é analisar o extrato do cartão de crédito, incluindo cartões de lojas gerenciadas pelo banco. É importante verificar descontos relacionados a termos como “seguro”, “assistência” e “garantia”. Se esses serviços não foram solicitados, o cliente foi cobrado indevidamente.

O cliente deve procurar o Itaú para questionar, embora relatos indiquem que o atendimento pode ser ineficiente. É fundamental registrar o contato, pois caso o banco recuse devolver o dinheiro, cancelar o serviço ou crie obstáculos, esses registros podem servir como prova.

Na sequência, o consumidor deve apresentar queixa na Ouvidoria do Banco Central e também pode formalizar a reclamação no site consumidor.gov.br, mantido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Com a reclamação registrada, o banco fica sujeito a punições. Se o problema persistir sem solução, a alternativa é buscar a Justiça, seja pela Defensoria Pública ou por meio de advogado especializado.

Créditos: Metropoles

Restaurante Sertanejo

Governo institui subsídio de R$ 1,12 por litro para diesel até dezembro de 2026

1 de junho de 2026

Governo institui subsídio de R$ 1,12 por litro para diesel até dezembro de 2026

O governo federal estabeleceu um subsídio de R$ 1,12 por litro de diesel, válido de junho até dezembro de 2026, para minimizar os efeitos da alta do petróleo causada pelo conflito no Oriente Médio. A iniciativa, publicada em edição extra do Diário Oficial no sábado (30), unifica o valor do benefício para produtores e importadores, substituindo os programas anteriores iniciados em março.

A medida provisória autoriza o benefício a partir de 1º de junho e determina sua vigência até 31 de dezembro de 2026, visando estabilizar o preço e a oferta do diesel rodoviário para garantir o abastecimento nacional em resposta ao choque provocado pelo conflito no Oriente Médio.

Os subsídios anteriores encerram-se em 31 de maio. A MP nº 1.340, de 12 de março, concedia auxílio de R$ 0,32 por litro. A MP nº 1.349, de 7 de abril, elevou o auxílio para R$ 0,80 por litro do diesel nacional e R$ 1,20 para o importado, dividido entre governo federal, Estados e Distrito Federal. Com a nova medida, o subsídio é unificado em R$ 1,12 por litro para produtores e importadores autorizados.

O benefício destina-se a produtores e importadores autorizados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Para receber o subsídio, as empresas devem aderir formalmente ao programa, comprovar o repasse do valor ao preço de venda e identificar os descontos nas notas fiscais eletrônicas.

Agentes habilitados nas Medidas Provisórias anteriores devem interromper tais adesões para participar do novo regime, mantendo o direito aos valores pendentes das políticas anteriores.

A ANP será responsável pela apuração dos valores e o pagamento aos beneficiários, com repasses previstos em até 30 dias após a solicitação das empresas.

Apesar de vigorar até o final de 2026, a medida permite ao Ministério da Fazenda revisar ou interromper o subsídio a cada dois meses, com comunicação prévia aos beneficiários.

Adicionalmente, a medida provisória prorroga para 4 de dezembro de 2026 o pagamento de tarifas de navegação aérea que deveriam ser quitadas por companhias aéreas nacionais em setembro, outubro e novembro, buscando auxiliar a reorganização financeira do setor frente ao conflito geopolítico.

A MP entrou em vigor na data da publicação e será avaliada pelo Congresso Nacional.

Créditos: Tribuna do Norte

Sidy's Tv e Internet
Prefeitura