Arquivos indicam que Jeffrey Epstein possuía CPF ativo no Brasil desde 2003

12 de fevereiro de 2026

Arquivos indicam que Jeffrey Epstein possuía CPF ativo no Brasil desde 2003

Arquivos recentes do Departamento de Justiça dos Estados Unidos revelam que o bilionário Jeffrey Epstein possuía um CPF ativo no Brasil.

O g1 confirmou que o CPF de Epstein foi registrado na Receita Federal em 2003 e permanece com situação regular.

Em 2011, Epstein discutiu com a empresária Nicole Junkermann, investidora alemã cujo nome aparece em documentos ligados ao caso, a possibilidade de obter a cidadania brasileira.

A Receita Federal informou que estrangeiros podem solicitar CPF, conforme a Instrução Normativa 2.172/2024, mas não comentou o caso específico de Epstein. O órgão ressaltou que apenas pessoas habilitadas podem requerer medidas relacionadas ao CPF de uma pessoa estrangeira falecida, como é o caso de Epstein.

O bilionário esteve envolvido em um escândalo judicial nos EUA, acusado de tráfico sexual de menores e outros crimes. As primeiras denúncias datam de 2005, após investigação da polícia de Palm Beach, Flórida, sobre abuso sexual de menores.

Epstein afirmou à época que os encontros foram consensuais e que acreditava que as vítimas tinham 18 anos. Contudo, a acusação afirma que entre 2002 e 2005 o bilionário abusou ou recrutou menores para atos sexuais.

Em 2008, ele se declarou culpado por exploração de menores, cumpriu 13 meses de prisão e pagou indenizações às vítimas. Contudo, em 2019, um juiz federal declarou o acordo ilegal e Epstein foi preso novamente por abuso de menores e por operar uma rede de exploração sexual.

Segundo as acusações, ele pagava para meninas menores irem até seus imóveis e realizarem atos sexuais, e recrutava outras garotas. Diversas mulheres afirmaram que foram obrigadas a prestar serviços sexuais a Epstein e convidados em seus imóveis nos EUA e em uma ilha no Caribe.

O governo dos EUA atribui a Epstein exploração sexual de mais de 250 meninas menores de idade.

Promotores federais defendiam a detenção de Epstein até o julgamento devido à sua riqueza, posse de aviões privados e conexões internacionais, que poderiam facilitar fuga.

Epstein foi encontrado morto na prisão em agosto de 2019; a autópsia concluiu suicídio. Dois dias antes, assinou testamento com patrimônio superior a US$ 577 milhões.

Após sua morte, as acusações contra ele foram retiradas, mas procuradores afirmaram que outras pessoas ligadas ao esquema poderiam ser responsabilizadas, e advogados das vítimas prometem buscar indenizações.

A divulgação dos documentos inclui uma lista de arquivos denominados “Arquivos diversos” relacionados a Epstein, entre eles menções ao seu CPF brasileiro, e-mails trocados com Nicole Junkermann sobre cidadania e outras informações relevantes ao caso.

Créditos: g1

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