Banco Digimais enfrenta rombo de R$ 8,5 bilhões e crise financeira grave

23 de março de 2026

Banco Digimais enfrenta rombo de R$ 8,5 bilhões e crise financeira grave

O Digimais, banco vinculado a Edir Macedo, está enfrentando seu momento mais crítico, com um rombo estimado em aproximadamente R$ 8,5 bilhões e patrimônio líquido negativo, o que tem levantado preocupações no sistema financeiro.

A crise do banco ultrapassa uma simples questão interna de balanço, pois aumenta os receios sobre a exposição dos investidores, o papel do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e o impacto de uma eventual solução para impedir um colapso desordenado.

Com um déficit desse porte e patrimônio líquido abaixo do zero, o Digimais demonstra uma deterioração estrutural, e não apenas conjuntural, o que faz o mercado questionar sua capacidade de recuperação e viabilidade.

Há ainda dúvidas sobre a real qualidade dos ativos do banco, incluindo suspeitas de registros difíceis de comprovar e de possíveis superavaliações que teriam comprometido a transparência da instituição ao longo dos anos.

Esta incerteza agrava a confiança do mercado, afetando avaliações de solvência, liquidez e risco.

A instituição também tem oferecido CDBs com taxas de rentabilidade superiores à média do mercado, uma prática comum para captar recursos de forma urgente e sinal de estresse financeiro.

Em resposta à situação, o Banco Central e o FGC estão monitorando o caso de perto, preocupados com a magnitude do problema e buscando evitar um agravamento da crise.

O FGC garante até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição financeira, o que pode acarretar efeitos amplos caso a crise se aprofunde.

Considerando a exposição e os riscos, cresce nos bastidores a possibilidade de venda do Digimais para evitar a liquidação. O Banco Central também teria exigido reforço de capital e mudanças na gestão como medidas para conter o problema.

Ainda assim, o futuro do banco é incerto, e as tentativas de reestruturação realizadas até o momento não foram suficientes para restaurar a confiança do mercado.

Créditos: BPMoney

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