Banco Master provoca rombo de quase R$ 52 bilhões no Fundo Garantidor de Crédito

O Banco Master é responsável pelo maior acionamento da história do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). As liquidações extrajudiciais das instituições financeiras ligadas ao grupo, liderado por Daniel Vorcaro, devem causar um impacto próximo de R$ 52 bilhões no FGC. Até o momento, o Banco Central decretou intervenções que resultaram em um rombo de R$ 40,6 bilhões no conglomerado Master; R$ 6,3 bilhões no Will Bank; e R$ 4,9 bilhões no Banco Pleno (antigo Voiter).
O Fundo Garantidor de Crédito protege investidores quando há intervenção ou liquidação de instituições financeiras. A cobertura atual é de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ em cada instituição e um limite global de R$ 1 milhão a cada quatro anos.
A ativação do fundo ocorre somente após decisão do Banco Central para intervenção ou liquidação.
A liquidação do Banco Pleno pelo Banco Central amplia a crise das instituições ligadas ao conglomerado Master e deve gerar um impacto bilionário no FGC. A medida afeta milhares de credores e evidencia a fragilidade financeira dos bancos médios diante de investigações e da perda de confiança do mercado.
O prejuízo total das liquidações do conglomerado Master e instituições relacionadas pode chegar a R$ 52 bilhões.
O Banco Pleno fazia parte do conglomerado Master até julho de 2025, quando foi segregado e passou ao controle de Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, que foi preso na operação Compliance Zero.
Após a prisão do controlador, em novembro, o Banco Pleno perdeu a confiança do mercado, dificultando a captação de CDBs. Sem recursos, o banco ficou sem funding, comprometeu a liquidez e não conseguiu manter suas operações.
Diante desse quadro, o Banco Central decidiu pela liquidação extrajudicial da instituição.
Inicialmente, o Banco Pleno não foi incluído nas medidas relacionadas ao escândalo do conglomerado Master, apesar de ter feito parte do grupo até julho.
Porém, com a queda da confiança e o aumento do risco financeiro, em 18 de fevereiro, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do banco.
A autoridade monetária justificou a decisão citando comprometimento da situação econômico-financeira, crise de liquidez e violações às normas do sistema financeiro.
Essa ação marca mais um episódio de instabilidade no setor e reforça a atuação do Banco Central frente a fragilidades operacionais e riscos para os credores.
Créditos: Tribuna do Norte