Mais de 153 mil passageiros enfrentam atrasos e cancelamentos no Aeroporto de Natal em 2025

9 de fevereiro de 2026

Em 2025, do total de 952 mil passageiros que saíram do Aeroporto de Natal, 153.272 tiveram problemas com atrasos ou cancelamentos de voos. Destes, 133.280 passaram por atrasos, representando 14% dos viajantes que usaram o terminal potiguar no ano, enquanto 19.992, equivalente a 2,1%, tiveram voos cancelados. A maioria, 799.680 passageiros ou 84%, não enfrentou problemas de pontualidade. Os dados são da AirHelp, empresa global de tecnologia de viagens, fornecidos à reportagem da TRIBUNA DO NORTE.

Apesar de expressivos, esses números estão abaixo da média nacional de 18%. Especialistas atribuem os atrasos a fatores como falta de tripulação, condições climáticas desfavoráveis e manutenção não programada das aeronaves.

A pesquisa abrange 25 aeroportos brasileiros e na região Nordeste o Aeroporto de Natal teve o segundo maior percentual de passageiros afetados por atrasos, empatado com São Luís, ficando atrás apenas de Recife (15%). Seguem Fortaleza (13%), Porto Seguro (13%), Salvador (12%) e Maceió (12%).

No país, dos 105 milhões de embarques nacionais, 15,3 milhões tiveram atrasos inferiores a três horas, 500 mil atrasos superiores a três horas e 2,7 milhões vivenciaram cancelamentos, representando uma redução de 34% em relação a 2024, quando foram registrados 4,1 milhões de afetados.

Luciano Barreto, diretor-geral da AirHelp no Brasil, detalha que a base de dados global da empresa integra informações públicas e do setor privado para monitoramento em tempo real dos voos, permitindo a consolidação dessa pesquisa.

De acordo com Barreto, as causas dos atrasos incluem falta de tripulação, necessidades de manutenção não planejada e condições meteorológicas adversas, quando voos são adiados por segurança até a melhora do clima.

Ele destaca também as dificuldades em casos de conexões aéreas onde atrasos em voos anteriores podem causar perda de conexões, dependendo do tempo de tolerância da companhia aérea.

A Zurich Airport Brasil, administradora do Aeroporto de Natal, informou que os atrasos e cancelamentos são atribuídos a fatores externos amplos e não à infraestrutura ou serviços do aeroporto. Mencionou, entre as causas, atrasos nas rotas de origem, condições climáticas em diversos aeroportos e manutenções não programadas.

A Anac declarou que questões referentes a atrasos e cancelamentos são de responsabilidade das empresas aéreas e que divulga publicamente índices de pontualidade e regularidade dos aeroportos.

A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) não reconhece os dados da AirHelp e informa que as companhias Azul, GOL e LATAM se encontram entre as 10 mais pontuais do mundo, com 93% de pontualidade em 2025 no Brasil, superando padrões internacionais. Ressaltou que cancelamentos ocorrem por motivos de segurança operacional, prioridade para as empresas.

Segundo Barreto, aeroportos devem garantir infraestrutura e suporte para melhorar a experiência do usuário com áreas de espera, banheiros, alimentação e informações claras aos passageiros.

A Zurich Airport destaca que oferta orientações e contatos para os direitos dos passageiros, além de recomendar contato direto com as companhias para dúvidas.

Para Barreto, as companhias aéreas devem informar rapidamente a causa e previsão dos atrasos e fornecer assistência conforme o tempo de espera, conforme a resolução nº 400/2016 da Anac, que prevê direitos como reacomodação, reembolso e assistência material em atrasos superiores a uma hora.

O Brasil não dispõe de normas específicas com valores pré-definidos para indenizações por atrasos e cancelamentos. O Código de Defesa do Consumidor (CDC) e as regras da Anac servem de base para pedidos de compensação, embora muitos passageiros desconheçam esses direitos, segundo Barreto.

O advogado Ricardo Lucena, da OAB/RN, explica que o CDC impõe responsabilidade objetiva às companhias aéreas nos casos de danos por atrasos ou cancelamentos, não sendo necessário provar culpa, apenas o fato e o dano.

Lucena comenta que a Anac exige que as companhias comuniquem problemas com 72 horas de antecedência, mas na prática passageiros frequentemente são informados somente no aeroporto.

Indenizações por danos materiais são devidas desde as primeiras horas de atraso, cobrindo gastos comprovados, especialmente quando a companhia não possui base no aeroporto de origem do problema. Já a indenização por dano moral ainda carece de definição jurídica definitiva, sendo objeto de discussões jurisprudenciais.

Ele orienta que em casos de falta de assistência, passageiros devem registrar atraso no painel, guardar comprovantes de gastos e conseguir declaração da companhia aérea que justifique o motivo do atraso ou cancelamento.

Para voos nacionais, o prazo para buscar direitos é de cinco anos conforme o CDC. No caso de voos internacionais, os prazos seguem as convenções de Varsóvia/Montreal para danos materiais e o CDC para danos morais.

Well Lab

Denúncia do MP-PR mostra mensagens de Popó ao filho em investigação sobre tentativa de manipulação: “Quem você está se tornando”

7 de fevereiro de 2026

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) denunciou Igor Freitas, filho do boxeador Acelino Freitas, o Popó, por possível tentativa de manipulação de jogos do Campeonato Brasileiro. Igor, empresário, é um dos denunciados na Operação Derby, que investiga a oferta de dinheiro a jogadores para que recebessem cartões amarelos em partidas da Série C, incluindo o Londrina e o Mirassol.

A denúncia inclui mensagens trocadas entre Popó e Igor em 29 de abril de 2025, antes da operação, nas quais Popó questiona quem o filho estava se tornando, em meio a áudios defensivos de Igor relacionados ao aliciamento. Em outra conversa de 18 de maio de 2025, Popó alerta para a “forçação de cartão” e Igor nega envolvimento, mantendo tom defensivo.

A investigação começou após jogadores do Londrina relatarem ter sido abordados por Igor e seu sócio Rodrigo Rossi, que ofereceu R$ 15 mil para que recebessem cartões amarelos contra o Maringá. A Operação Derby resultou em mandados de busca em setembro de 2025 em Salvador e Itapema, com atuação do Gaeco.

Segundo o MP-PR, Igor utilizava redes sociais para se passar por empresário com acesso a grandes empresas, encaminhando contatos a Rodrigo, que lida com várias casas de apostas legalizadas no Brasil. Raphael Ribeiro, outro denunciado, coordenava aliciamento em outros clubes das Séries B e C.

Os acusados respondem por associação criminosa e corrupção esportiva, com penas de dois a seis anos de reclusão e multa, além de pedido de dano moral coletivo de R$ 150 mil por prejuízo à integridade esportiva.

A defesa de Igor afirma inocência, rejeita as acusações e afirma que as alegações serão esclarecidas durante o processo. Contatos com defesas dos outros envolvidos não tiveram retorno até o momento.

Restaurante Sertanejo

BBB 26: Líder Jonas tem Marcelo e mais dois como alvo: ‘Me colocaram no paredão’

6 de fevereiro de 2026

Após ganhar a prova do líder na noite desta quinta-feira (5), Jonas Sulzbach mirou seus alvos durante a madrugada. Ele conversou com Edilson e Gabriela sobre suas possíveis indicações ao paredão e o currais-novense Marcelo Alves é uma delas.

Tudo começou ao Edilson comentar que ouviu Juliano Floss dizer que está preocupado em encarar o paredão. O Líder da semana declarou, então, que ele é uma opção de voto.

Mais cedo, o Líder usou a mesa para posicionar os nomes do próprio Juliano, Babu Santana e Marcelo na aba “Quero fora da casa”.

O gaúcho explica os motivos para a possível indicação. “Porque eles me colocaram [no Paredão]. Ele me colocou, Babu e Marcelo. Agora eu tenho três opções [de votos]. Olha que coisa mais linda”, cita o brother, relembrando quando foi indicado em consenso pelo trio na dinâmica do Big Fone, disse.

Well Farma

BBB 26: Dinâmica da semana é revelada com novidade do ‘Duelo de Risco’

6 de fevereiro de 2026

O apresentador Tadeu Schmidt anunciou a dinâmica da semana do BBB 26 nesta quinta-feira (5) com uma novidade. Os moradores da casa mais vigiada do Brasil vão enfrentar uma atividade inédita: o Duelo de Risco.

De acordo com o apresentador, a dinâmica vai trazer um duelo em que pode acabar com um ou dois emparedados e, talvez, com algum imune. O programa não deu mais detalhes como vai funcionar a brincadeira.

Veja dinâmica da semana:

Gshow

QFome App

Caso do cão Orelha reacende debate sobre crimes de maus-tratos a animais

3 de fevereiro de 2026

A morte violenta do cão Orelha, em Florianópolis (SC), reacendeu o debate sobre os crimes de maus-tratos contra animais e mobilizou manifestações neste domingo (1º) em diferentes cidades do país. Em Natal, o protesto foi realizado no bairro de Mirassol e reuniu moradores e ativistas em defesa da causa animal para clamar por justiça no caso.

O ocorrido segue sob investigação, mas levanta reflexões importantes sobre responsabilização criminal, civil e socioeducativa. Segundo Alexandre Freitas, especialista em Direito Penal, com base nas informações divulgadas até o momento, a situação se enquadra, em tese, no artigo 32 da Lei nº 9.605/1998, a Lei de Crimes Ambientais.

“Estamos trabalhando com os dados que chegaram até agora. O caso ainda está em investigação e outras nuances podem surgir, mas, juridicamente, o que se observa é a tipificação de maus-tratos aos animais”, explica o especialista, que também é docente do curso de Direito da Estácio.

Originalmente, a legislação previa pena de três meses a um ano de detenção. No entanto, uma alteração realizada em 2020 endureceu a punição quando o crime envolve cães e gatos. Atualmente, a pena pode variar de dois a cinco anos de reclusão, além de multa e proibição da guarda do animal. “Em caso de morte, a lei ainda prevê aumento de pena de um sexto a um terço”, ressalta Freitas, destacando que essa é hoje a principal norma de proteção penal aos animais no Brasil.

Sidy's Tv e Internet

SE LIGA: Lei federal reconhece fibromialgia como deficiência

2 de fevereiro de 2026

Desde o último mês de janeiro, entrou em vigor a Lei nº 15.176/2025, que oficializa a fibromialgia como condição passível de enquadramento como deficiência no Brasil. A nova legislação representa um avanço no reconhecimento social da dor crônica e amplia o debate sobre inclusão, acessibilidade e garantia de direitos para milhões de pessoas que convivem diariamente com a doença.

Com a nova lei, pessoas com fibromialgia poderão ter acesso a direitos já assegurados a outras deficiências, como benefícios previdenciários e assistenciais, cotas e isenções fiscais. O enquadramento como pessoa com deficiência, no entanto, não será automático.

A legislação estabelece que o paciente deverá apresentar laudo médico e passar por avaliação biopsicossocial realizada por equipe multiprofissional, que levará em conta os aspectos biológicos, psicológicos e sociais da condição.

Também será necessário comprovar que a doença interfere de forma significativa em atividades cotidianas, como trabalho, locomoção ou autocuidado, além de atender aos critérios contributivos da Previdência Social.

A fibromialgia é caracterizada por dor generalizada e persistente, além de sintomas como fadiga intensa, distúrbios do sono, ansiedade e depressão. Estimativas da Sociedade Brasileira de Reumatologia indicam que cerca de 3% da população brasileira, aproximadamente 6 milhões de pessoas, vivem com a síndrome, com maior prevalência entre as mulheres. Apesar do impacto significativo na qualidade de vida, os pacientes historicamente enfrentam dificuldades para ter a condição reconhecida pelo sistema de saúde e pelas políticas públicas.

Academia Noova

PIS/Pasep 2026: guia definitivo de quem recebe e como consultar

2 de fevereiro de 2026

O pagamento do abono salarial do PIS/Pasep 2026 começa neste mês e deve alcançar cerca de 26,9 milhões de trabalhadores da iniciativa privada e do serviço público em todo o país. O benefício é pago anualmente e funciona como uma complementação de renda para trabalhadores de baixa remuneração.

Em 2026, o valor máximo do abono corresponde a um salário mínimo, fixado em R$ 1.621, com pagamento proporcional ao tempo trabalhado no ano-base de 2024.

Quem tem direito ao PIS/Pasep 2026?

Podem receber o abono salarial os trabalhadores que atendem a todos os critérios legais. É necessário estar inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos e ter trabalhado com carteira assinada por, no mínimo, 30 dias em 2024, de forma consecutiva ou não. Além disso, a remuneração média mensal no ano-base não pode ter ultrapassado R$ 2.766.

Outro ponto essencial é que o empregador tenha informado corretamente os dados do trabalhador ao governo federal, por meio da RAIS ou do eSocial. O benefício contempla tanto empregados da iniciativa privada, que recebem o PIS, quanto servidores públicos, que têm direito ao Pasep.

Como consultar o abono salarial

A principal forma de consulta é pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital. Para isso, o trabalhador deve manter o app atualizado, fazer login com CPF e senha do gov.br, acessar a aba “benefícios”, selecionar “abono salarial” e, em seguida, clicar em “pagamentos”. No sistema, é possível verificar se há direito ao benefício, o valor, a data prevista para depósito e o banco responsável.

Wheyz

Estudo: viajar à noite aumenta em até 3,5 vezes risco de acidente grave

31 de janeiro de 2026

Estudo: viajar à noite aumenta em até 3,5 vezes risco de acidente grave

Viajar à noite, especialmente entre as 2h e 4h da madrugada, aumenta o risco de sofrer um acidente grave em até 3,5 vezes em comparação ao período diurno, revela um novo estudo internacional divulgado em 30 de janeiro.

A pesquisa foi realizada pelo Instituto Mauá de Tecnologia em parceria com a USP e a Universidade de Swansea, do Reino Unido, e publicada no Brazilian Journal of Medical and Biological Research. O estudo utilizou dados da Polícia Rodoviária Federal e constatou que, apesar das estradas estarem muito mais vazias nesse horário, dirigir à noite representa um comportamento de alto risco.

Segundo os pesquisadores, o principal fator é o sono, que afeta motoristas não acostumados a ficarem acordados nesse período. Eles alertam que dirigir com sono oferece riscos comparáveis aos de dirigir sob efeito de álcool. A recomendação é evitar dirigir à noite sempre que possível.

Vanderlei Parro, professor do Instituto Mauá e autor principal do estudo, explica que não é apenas o dormir em excesso, mas episódios chamados de microssonos, que são piscadas mais longas e que podem causar perda de atenção fatal, em especial para quem dirige veículos maiores como caminhões.

O problema é principalmente grave para caminhoneiros, que muitas vezes escolhem dirigir à noite para fugir do trânsito, acelerar as viagens, poupar combustível ou compensar atrasos. Claudia Moreno, professora da Faculdade de Saúde Pública da USP e coautora do estudo, destaca que essa preferência pela noite requer políticas públicas específicas, como mais áreas de descanso seguras nas estradas, já que as atuais paradas a cada três horas são insuficientes.

Conforme Claudia, a maioria dos caminhoneiros trabalha sob demanda e numerosas vezes não consegue se preparar adequadamente, por exemplo, para dormir durante o dia antes de viajar à noite. Outro fator que dificulta o descanso é o receio de roubo e furto da carga durante as paradas.

Parro reconhece que solucionar a questão é complexo, pois envolve diversas questões econômicas e trabalhistas, mas ressalta que agora há dados concretos que fundamentam a discussão, superando opiniões pessoais.

O estudo abrange dados das rodovias federais brasileiras de 2015 a 2018, período em que o número anual de acidentes nessas vias variou entre 67 mil e 73 mil, segundo a Polícia Rodoviária Federal.

Dados do Sistema Único de Saúde (SUS) indicam que em 2024 ocorreram 37.150 mortes no trânsito, um aumento de 6,5% em relação ao ano anterior, o que equivale a uma média diária de 100 vítimas fatais.

Créditos: Tribuna do Norte

Well Lab Isaac Nutri

Sisu 2026: lista de aprovados na chamada regular já está disponível

29 de janeiro de 2026

Sisu 2026: lista de aprovados na chamada regular já está disponível

O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2026 divulgou na madrugada desta quinta-feira, 29, os resultados da chamada regular do programa. As listas de aprovados estão disponíveis para consulta no site oficial do Sisu e podem ser acessadas por meio do login gov.br.

Os estudantes aprovados poderão iniciar os procedimentos de matrícula nas instituições de ensino a partir do dia 2 de fevereiro. Nesta mesma data também encerra o prazo, iniciado nesta quinta-feira, para que os candidatos que não foram selecionados na chamada regular manifestem interesse na lista de espera. Essa lista contempla vagas remanescentes que não foram preenchidas.

O Sisu reúne as vagas ofertadas por instituições públicas de ensino superior que aderiram ao processo seletivo, utilizando como critério o resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

De acordo com o governo federal, esta edição é a maior da história do programa em número de instituições participantes, com a oferta de 274,8 mil vagas distribuídas em 136 instituições públicas de todo o país. Esta será a única edição do Sisu em 2026.

Créditos: Tribuna do Norte

Restaurante Sertanejo

Adolescentes são investigados por agressão fatal ao cão Orelha em SC

28 de janeiro de 2026

Adolescentes são investigados por agressão fatal ao cão Orelha em SC

O caso de maus-tratos contra o cão comunitário de Praia Brava, conhecido como Orelha e com cerca de 10 anos, causou grande comoção nesta última semana em Florianópolis, Santa Catarina. O cachorro morreu após agressões cometidas por um grupo de adolescentes.

Na segunda-feira (26), a Polícia Civil do Estado, por meio da Delegacia de Proteção Animal (DPA) e da Delegacia de Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei (Deacle), realizou mandados de busca e apreensão nas casas dos suspeitos e de seus responsáveis legais. Também foram feitas buscas em endereços ligados a adultos investigados por suposta coação relacionada ao caso.

A operação identificou quatro adolescentes suspeitos pelas agressões e três familiares que teriam coagido testemunhas, segundo informou a delegada Mardjoli Valcareggi, responsável pela investigação. Durante o procedimento, foram ouvidas mais de 20 pessoas e analisadas 72 horas de imagens captadas por 14 câmeras públicas e privadas, focadas exclusivamente no caso do cão Orelha.

As agressões ocorreram no dia 4 de janeiro. No dia seguinte, moradores encontraram o animal ferido e o levaram para atendimento veterinário. Os exames indicaram que o cão foi atingido na cabeça por um objeto sólido, que não foi localizado. Dada a gravidade dos ferimentos, Orelha teve que ser submetido à eutanásia. A polícia só foi informada do caso no dia 16 de janeiro.

Além de Orelha, outro cão comunitário da região, chamado Caramelo, também foi vítima do grupo. Conforme explicou a delegada, o animal foi lançado ao mar pelos adolescentes, mas conseguiu escapar e foi adotado pelo delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel.

A Associação de Praia Brava (APBrava) manifestou-se nas redes sociais, destacando que Orelha era uma presença constante no bairro e era cuidado espontaneamente por várias pessoas da comunidade. A entidade ressaltou que o cão se tornou um símbolo afetivo da convivência e do cuidado compartilhado com os animais e o ambiente local.

Em entrevista na terça-feira (27), o delegado-geral Ulisses Gabriel afirmou que dois dos quatro adolescentes suspeitos estão nos Estados Unidos em uma viagem já programada e que o retorno deles ao Brasil está previsto para a próxima semana.

Por se tratarem de menores de 18 anos, a identidade dos suspeitos não foi divulgada pela polícia. O delegado-geral esclareceu que imagens, nomes e fotos dos adolescentes não podem ser divulgados, pois a responsabilização ocorrerá junto à autoridade judicial, que aplicará as sanções previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente.

Desde que o caso ganhou repercussão nacional, circulam nas redes sociais acusações infundadas associando o casal Cynthia e Alberto Ambrogini aos suspeitos, o que foi negado, pois eles não têm ligação com os adolescentes envolvidos. O casal registrou boletim de ocorrência após receber ameaças. Segundo a defesa deles, professores, empresários, funcionários e influenciadores estariam por trás dos perfis anônimos que disseminaram falsas informações.

Créditos: Jovem Pan

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