Copom deve manter taxa Selic em 15% ao ano na primeira reunião de 2026

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil se reúne nesta quarta-feira (28) e é esperado que mantenha a taxa básica de juros da economia em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos.
Essa previsão é a mais aceita entre economistas do mercado financeiro, e caso se confirme, será a quinta vez consecutiva que a taxa Selic permanece inalterada. O Banco Central divulgará a decisão após as 18h.
A taxa básica de juros é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para controlar as pressões inflacionárias, que impactam especialmente a população de menor renda.
Os economistas do mercado financeiro projetam que a Selic começará a ser reduzida somente em março deste ano, quando passaria a ser de 14,5% ao ano.
Para definir a taxa de juros, o Banco Central trabalha com base no sistema de metas. Se as projeções de inflação estiverem alinhadas às metas, a tendência é a redução dos juros; se estiverem acima, o Copom tende a manter ou aumentar a Selic.
O Banco Central tem dito que uma desaceleração econômica, ou seja, um crescimento mais lento, faz parte da estratégia para conter a inflação.
Com um ritmo econômico menor, as pressões inflacionárias diminuem, especialmente no setor de serviços.
Na ata da última reunião, divulgada em dezembro, o Banco Central informou que o “hiato do produto” continua positivo, o que indica que a economia está operando acima do seu potencial de crescimento sem amplificar a inflação.
Sérgio Samuel dos Santos, economista e especialista em fundos e previdência do Sistema Ailos, acredita que o Copom será conservador e cauteloso em janeiro, mantendo a Selic em 15% ao ano.
Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, também prevê a manutenção da taxa em 15% nesta quarta-feira. Segundo ele, o Banco Central deve esperar confirmação dos indicadores econômicos antes de iniciar o processo de redução da Selic.
Créditos: G1