Entenda por que Neymar está fora do álbum da Copa do Mundo 2026

A presença de Neymar na Copa do Mundo de 2026 só será confirmada com a divulgação da lista de convocados pelo técnico Carlo Ancelotti, prevista para 18 de maio. Contudo, o atacante não faz parte das 980 figurinhas do álbum oficial do Mundial 2026 lançado pela editora Panini neste sábado.
Embora Neymar tenha participado das últimas três edições da Copa e dos álbuns relacionados, ele não está incluído nesta nova coleção. A seleção dos 18 jogadores que representam o Brasil no álbum foi feita por uma equipe especializada na sede da Panini na Itália, sem envolvimento do técnico Carlo Ancelotti.
Raul Vallecillo, CEO da Panini no Brasil, explicou que um departamento interno acompanha as convocações recentes e calcula a probabilidade de cada atleta estar na Copa. As convocações mais recentes influenciam diretamente na escolha, e jogadores que estão fora das últimas listas ou não apresentam bom desempenho pela seleção têm menor chance de inclusão.
Neymar foi convocado pela última vez em outubro de 2023, mas acabou se lesionando em uma partida contra o Uruguai em Montevidéu. Em contrapartida, o álbum inclui jogadores como Rodrygo, que está afastado por lesão, e Estêvão, que enfrenta dúvidas para a convocação devido a uma grave lesão muscular. Isso ocorre porque o desenvolvimento das figurinhas começou em 2025, antes da definição final do elenco.
Os jogadores brasileiros presentes no álbum da Copa do Mundo 2026 são: Alisson, Bento, Marquinhos, Éder Militão, Gabriel Magalhães, Danilo, Wesley, Casemiro, Lucas Paquetá, Bruno Guimarães, Luiz Henrique, Vinícius Jr, Rodrygo, João Pedro, Matheus Cunha, Gabriel Martinelli, Raphinha e Estêvão.
O álbum e as figurinhas estarão disponíveis a partir de 30 de abril, com pré-venda online já iniciada. Cada pacote com sete figurinhas custa R$ 7.
Raul Vallecillo destacou ainda que todas as figurinhas são produzidas em quantidades iguais, e a percepção de raridade decorre da demanda, uma vez que jogadores mais populares costumam ser guardados pelos colecionadores.
Ele também comentou sobre o enorme esforço produtivo envolvido, já que a coleção para esta Copa é cerca de 50% maior devido ao aumento do número de seleções participantes. Isso obrigou a Panini a ampliar sua fábrica no Brasil, operando em regime de três turnos, 24 horas por dia, para atender à demanda da América Latina.
Destacou que o Brasil é o principal mercado regional, com mais de 200 milhões de habitantes apaixonados por futebol, e que o álbum é um grande evento aqui, com alcance que abrange desde crianças até adultos. A produção inclui versões variadas das figurinhas, como adesivos holográficos, que continuam sendo parte importante da coleção.
Por fim, Vallecillo explicou que o desafio principal é o aumento do número de seleções, o que implicou em maior complexidade na produção e no planejamento editorial. O Brasil produz as figurinhas para toda a América Latina, enquanto a Itália fica responsável pela produção para México, Estados Unidos e Canadá.
Créditos: ge.globo