FGC inicia pagamento a investidores do Banco Master, mas app enfrenta instabilidade

21 de janeiro de 2026

FGC inicia pagamento a investidores do Banco Master, mas app enfrenta instabilidade

O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) começou nesta segunda-feira (19) a pagar o ressarcimento aos investidores do Banco Master que já finalizaram o pedido de devolução dos depósitos. Este processo foi aberto após dois meses da liquidação da instituição. Entretanto, o aplicativo do fundo apresenta instabilidade, o que tem causado reclamações entre os credores nas redes sociais.

Cerca de 150 mil detentores de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) do Master concluíram o pedido, o que representa apenas 9,3% dos 1,6 milhão de credores da instituição. A liberação do pagamento ocorre depois que o liquidante completou a consolidação e conferência da lista com os dados dos credores que têm direito à compensação.

Nas redes sociais, alguns credores relataram instabilidades no aplicativo e dificuldades para validar os documentos necessários ao pagamento. O FGC foi procurado para comentar a situação, mas não se manifestou até o momento.

Os pagamentos irão gerar uma descapitalização significativa do fundo, estimada em R$ 41 bilhões em garantias. Geralmente, esse processo dura em torno de 40 dias, porém o atraso atual está relacionado à complexidade do caso. Esse é o maior tempo de espera registrado desde o fechamento do Banco Rural, em 2013, quando o processo levou três meses e seis dias.

O FGC atua como proteção ao Sistema Financeiro Nacional (SFN), prevenindo crises bancárias sistêmicas e protegendo depositantes. O fundo garante até R$ 250 mil por depositante ou investidor (CPF ou CNPJ), por instituição financeira associada ou conglomerado líquido, incluindo valores em contas correntes, poupança e títulos de renda fixa.

O Banco Master e seu proprietário, o empresário Daniel Vorcaro, foram alvo da operação Compliance Zero da Polícia Federal. A operação investigava a venda de títulos de crédito fraudulentos pelo conglomerado, usados para alavancar a capitalização do banco oferecendo juros acima da média do mercado.

As apurações começaram em 2024, após solicitação do Ministério Público Federal para investigar a fabricação de carteiras de crédito insubsistentes. Tais títulos teriam sido vendidos a outro banco e, após fiscalização do Banco Central, substituídos por ativos sem avaliação técnica adequada.

Como resultado, o Banco Central determinou a liquidação extrajudicial do Master, apontando uma grave crise de liquidez que afetava a saúde financeiro-econômica do conglomerado, além de graves violações às normas do Sistema Financeiro Nacional.

Créditos: Itatiaia

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