Flávio Bolsonaro anuncia que é candidato à presidência em 2026 com aval do pai

5 de dezembro de 2025

Flávio Bolsonaro anuncia que é candidato à presidência em 2026 com aval do pai

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou nesta sexta-feira (5) que seu pai, Jair Bolsonaro (PL), lhe deu a missão de ser candidato a presidente em 2026 pelo grupo político. Em uma postagem no X, Flávio descreveu a responsabilidade de dar continuidade ao projeto nacional idealizado pelo ex-presidente.

Antes de tornar pública a decisão, o senador comunicou o Partido Liberal e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), sobre a escolha feita por Bolsonaro. Na semana, Flávio teve conversas com Tarcísio e a direção nacional do PL, cujo presidente Valdemar Costa Neto declarou estar ciente da articulação.

Valdemar ressaltou que Flávio confirmou o apoio do “capitão” à sua candidatura e afirmou: “Bolsonaro falou, está falado. Estamos juntos”.

Na rede social, Flávio destacou o momento delicado do país e rejeitou a ideia de aceitar a instabilidade e a insegurança atuais. Ele enfatizou que não permitirá que a democracia sucumba. Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses desde 25 de novembro, preso na Superintendência Regional da Polícia Federal em Brasília por tentativa de golpe de Estado.

Flávio declarou estar comprometido ante Deus e o Brasil com a missão atribuída pelo pai, crendo que ele guiará o caminho.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), tem autorizado visitas periódicas ao ex-presidente, especialmente por familiares. Flávio visitou Jair na última terça-feira, sem comentar sobre a candidatura.

Lideranças do PL avaliam a declaração de Flávio com cautela, considerando que pode ser um teste para medir seu apoio nacional, com decisão final prevista para prazo posterior.

Uma pessoa próxima à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) negou que Bolsonaro tenha decidido pela candidatura do filho sem consultá-la, questionando o motivo de essa escolha ter sido comunicada a outra pessoa, e não a ela, principalmente após o episódio recente entre Michelle e os filhos Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro.

A crise familiar ficou pública após críticas de Michelle à aliança do PL no Ceará com o ex-presidenciável Ciro Gomes para disputar o governo estadual, articulação defendida pelos filhos de Bolsonaro. Flávio chamou a atitude de sua madrasta de “arrogante e autoritária” e depois pediu desculpas a Michelle após visita ao pai.

Em resposta à controvérsia, o PL realizou reunião para amenizar o conflito e suspendeu temporariamente o acordo com Ciro Gomes, interpretação vista como uma vitória parcial de Michelle sobre os enteados.

Esse incidente ocorre uma semana depois de o bolsonarismo se reunir em 24 de novembro para reforçar unidade em defesa de Bolsonaro, preso preventivamente. Na ocasião, Michelle pediu que as divergências internas fossem resolvidas privadamente.

Flávio Bolsonaro foi estabelecido porta-voz oficial do pai, assumindo papel privilegiado devido a mandato, acesso à prisão e proximidade afetiva, especialmente com Eduardo exilado nos Estados Unidos e Carlos residente no Rio de Janeiro.

Essa indicação do PL contrasta com a visão de Eduardo Bolsonaro, que ressalta a confusão sobre quem fala em nome do pai durante a prisão, destacando a importância da proximidade afetiva dos familiares para apoio emocional.

Créditos: Tribuna do Norte

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