Lula destaca importância de maioria no Senado para governabilidade em 2026

2 de abril de 2026

Lula destaca importância de maioria no Senado para governabilidade em 2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (1º) que um dos objetivos centrais da campanha eleitoral de 2026 é conquistar maioria no Congresso, ressaltando que um senador com mandato de oito anos “pensa que é Deus”.

Lula explicou que as eleições para o Senado são fundamentais porque, diferente da relação civilizada que um governador mantém com o presidente, um senador com longo mandato pode criar muitos desafios caso o governo não tenha sustentação parlamentar.

“Eleições para o Senado são muito importantes. Um governador mantém relação civilizada com o presidente da República porque o governador também precisa do presidente. Mas um senador com mandato de oito anos pensa que é Deus. E ele pode criar muito problema se você não tiver uma base de sustentação dentro do senado. E isso é o que nós fazemos”, declarou.

O presidente acrescentou que alianças políticas não são feitas apenas com quem se gosta, mas também com aqueles que pensam diferente, desde que estejam dispostos a construir um projeto para o estado ou para o país.

“Não se faz composição apenas com quem você gosta. Quem você gosta já está com você. Você tem que fazer composição com as pessoas que pensam diferente, mas que são capazes de construir minimamente um projeto para um estado ou para o país”, disse durante entrevista ao Grupo Cidade de Comunicação, no Ceará.

A entrevista ocorreu no dia 1º de abril de 2026, em Fortaleza, conforme foto divulgada por Ricardo Stuckert/PR.

Nesta semana, ministros do governo Lula deixaram seus cargos para concorrer nas eleições de outubro, numa estratégia para fortalecer as candidaturas aliadas e conter avanços da oposição no Senado.

A desincompatibilização ocorreu para cumprir o prazo legal, que encerra no sábado (4), seis meses antes da eleição geral.

Entre os ministros que pretendem disputar vagas no Senado estão: Rui Costa (PT), da Casa Civil, candidato na Bahia, estado que governou; Gleisi Hoffmann (PT), da Secretaria de Relações Institucionais, ex-senadora do Paraná; Simone Tebet (PSB), do Planejamento, que mudou domicílio eleitoral para São Paulo; Marina Silva (Rede), do Meio Ambiente, que pode se lançar também por São Paulo; André Fufuca (PP), do Esporte, candidato pelo Maranhão; Carlos Fávaro (PSD), da Agricultura, candidato em Mato Grosso; e Waldez Góes (PDT), da Integração Nacional, possível candidato no Amapá.

Nas eleições para o Senado em 2026, 54 das 81 cadeiras estarão em disputa, sendo dois senadores por cada unidade da Federação mais o Distrito Federal, para mandatos de oito anos.

Essa renovação considerável deve modificar significativamente a composição do Senado a partir de 2027, o que torna essa disputa prioritária para governo e oposição.

Além de propor e votar legislações, o Senado tem atribuições específicas, entre elas influenciar na renovação do Supremo Tribunal Federal (STF). Ainda está pendente a indicação de Jorge Messias para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso.

Também está prevista a aposentadoria de três ministros durante o próximo mandato presidencial.

Créditos: g1

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