MC Poze do Rodo é libertado após decisão da Justiça Federal

14 de maio de 2026

MC Poze do Rodo é libertado após decisão da Justiça Federal

O cantor Marlon Brendon Coelho Couto da Silva, conhecido como MC Poze do Rodo, foi liberado da prisão no início da tarde desta quinta-feira (14), em razão de uma decisão da Justiça Federal.

Ele estava detido no Presídio Joaquim Ferreira, anexo da Cadeia Pública Pedrolino Werling de Oliveira, também chamado Bangu 8, localizado no Complexo de Gericinó, zona Oeste do Rio de Janeiro.

MC Poze saiu escoltado por agentes da Secretaria de Polícia Penal (Sepen) e foi recebido por familiares, amigos e fãs na saída da unidade prisional. Sua soltura foi resultado de um habeas corpus concedido pela desembargadora Louise Vilela Leite Filgueiras, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), na quarta-feira (13).

O artista foi preso no contexto da Operação Narco Fluxo, conduzida pela Polícia Federal para investigar um suposto esquema bilionário de lavagem de dinheiro envolvendo apostas ilegais, rifas clandestinas e tráfico internacional de drogas. Conforme a Polícia Federal, o grupo investigado teria movimentado mais de R$ 1,6 bilhão por meio de operações financeiras volumosas, transporte em espécie e transações com criptoativos.

Apesar da prisão preventiva ter sido revogada, a Justiça impôs medidas cautelares ao cantor. Entre essas estão: comparecimento a todos os atos processuais, obrigação de informar mudança de endereço, comparecimento mensal ao juízo, proibição de deixar sua cidade por mais de cinco dias sem autorização judicial e entrega do passaporte, se possuir. Ele também está proibido de sair do país sem autorização da Justiça.

Na decisão, a magistrada apontou excesso de prazo nas investigações e ausência de denúncia formal do Ministério Público Federal. Ela ressaltou que a prisão preventiva não deve ser usada para facilitar a produção de provas.

A defesa de MC Poze havia solicitado à Justiça a extensão da liberdade concedida ao empresário Henrique Viana, conhecido como Rato, da produtora Love Funk, que também é investigado na operação. Segundo os advogados, o cantor estava na mesma situação jurídica que Henrique.

Em nota, a defesa celebrou a decisão e destacou que o Judiciário preservou garantias constitucionais, reconhecendo que “a regra na democracia é a liberdade, e não o aprisionamento”.

Créditos: tribuna do norte

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