Morre aos 43 anos Leonid Radvinsky, bilionário dono do OnlyFans

Leonid Radvinsky, proprietário do OnlyFans, faleceu nesta segunda-feira (23) aos 43 anos. A informação foi confirmada pela plataforma ao veículo Bloomberg, que afirmou que o empresário morreu “em paz” após longa luta contra o câncer.
Radvinsky, discreto e avesso a entrevistas, construiu uma das fortunas mais rápidas e controversas da economia digital recente. Segundo a Forbes, seu patrimônio era estimado em US$ 4,7 bilhões, posicionando-o entre os bilionários globais.
Ele adquiriu a participação majoritária no OnlyFans em 2018 e liderou a expansão da plataforma, que evoluiu de um negócio pouco conhecido para um fenômeno global que conecta criadores de conteúdo e fãs por meio da monetização direta.
A dimensão do negócio é expressa nos números: em 2024, a receita da empresa atingiu US$ 1,4 bilhão, enquanto os usuários gastaram recorde de US$ 7,2 bilhões na plataforma. Entre 2021 e o início de 2025, Radvinsky retirou US$ 1,8 bilhão em dividendos.
A Bloomberg reportou que o empresário recebeu US$ 701 milhões em dividendos no período mais recente, pouco antes das negociações para possível venda da companhia.
Antes de seu falecimento, ele estava envolvido em negociações para a venda de parte relevante do OnlyFans. Em maio de 2025, a Bloomberg divulgou que a empresa avaliava propostas que poderiam valorizar o negócio em cerca de US$ 8 bilhões. Posteriormente, a Reuters informou que havia conversas para venda da participação majoritária a um grupo liderado pela Architect Capital, numa transação avaliada em US$ 5,5 bilhões com dívida, ou US$ 3,5 bilhões sem dívida.
Esses processos estavam em estágio inicial ou exclusivo e ainda não haviam sido concluídos no momento da morte de Radvinsky, que poderia obter ganhos bilionários adicionais caso a venda se concretizasse.
Nascido na cidade ucraniana de Odessa em 1982, quando a região era parte da União Soviética, Radvinsky mudou-se com sua família para os Estados Unidos ainda criança e construiu carreira no setor digital, chegando a controlar a Fenix International, empresa-mãe do OnlyFans.
Manteve perfil reservado e raramente concedeu entrevistas durante sua vida, mesmo após tornar-se bilionário. Segundo reportagens, residia na Flórida.
Sua fortuna, avaliada em US$ 4,7 bilhões pela Forbes, foi formada principalmente pela participação no OnlyFans e pelos dividendos da controladora da plataforma.
A empresa, hoje uma das maiores fontes de receita da economia dos criadores, permite que produtores de conteúdo cobrem assinaturas diretamente, com destaque para material adulto, mas expandindo para outras modalidades de monetização digital.
Até o momento, não há informações públicas consolidadas sobre inventário, herdeiros ou a reorganização da participação societária de Radvinsky após sua morte. Contudo, ele deixa um ativo bilionário, altamente rentável e que desperta interesse de investidores.
O caso Radvinsky destaca uma intersecção entre tecnologia, economia dos criadores e um modelo de negócio que atrai investidores, apesar do peso reputacional da marca. Segundo a Reuters, a plataforma gera cerca de US$ 1,6 bilhão em receita líquida anual e mantém forte fluxo de caixa.
Com a morte do empresário, o mercado deve acompanhar dois aspectos principais: a sucessão patrimonial de um bilionário feito pela internet e o futuro do OnlyFans, que evoluiu de um fenômeno cultural a um negócio rentável na recente economia digital.
Créditos: BPMoney