Presidente do Cuiabá explica recusa a patrocínios de apostas

28 de agosto de 2026

Presidente do Cuiabá explica recusa a patrocínios de apostas

O Cuiabá está há quase dois anos sem patrocinador máster na parte frontal da camisa. O último contrato para esse espaço terminou no início de 2025 e, desde então, não houve acordo com nenhuma nova empresa para ocupar a área principal do uniforme.

Uma das razões para essa vaga disponível é a decisão do clube de não fechar patrocínio com casas de apostas.

Em entrevista ao ge, o presidente Cristiano Dresch explicou que o clube já recebeu exigências de patrocinadores para que não fossem firmados contratos com empresas desse segmento.

“Eu nunca concordei com esse segmento, considero-o criminoso. As bets exploram as pessoas, provocam suicídios e destroem famílias. Nossos patrocinadores, no passado, exigiram que não fechássemos contrato com as bets. Tomamos essa decisão acertada”, afirmou.

No jogo contra o Goiás pela Série B, o clube exibiu na camisa a frase “Movido a Etanol”, destacando a produção de biocombustíveis em Mato Grosso, parte da estratégia de aproximação com o agronegócio.

“Estamos desenvolvendo uma campanha para divulgar um dos maiores produtos que produzimos no Mato Grosso, o etanol. Buscamos estreitar laços com o setor do agro”, explicou Dresch.

O clube iniciou o Campeonato Mato-Grossense de 2026 com uma folha salarial de R$ 500 mil, dentro de uma política de controle rigoroso de gastos.

“Os patrocínios atuais do Cuiabá não são baixos, são valores significativos para nosso orçamento. O clube mantém-se com receitas da televisão, patrocínios na camisa e venda de atletas. Este ano, teremos cerca de R$ 30 milhões no caixa provenientes de atletas vendidos. Com isso, nosso orçamento fecha as contas”, afirmou o presidente.

Por outro lado, Dresch mencionou que despesas de contratos antigos ainda desafiam as finanças do clube, relacionadas ao período em que o Cuiabá disputava a Série A do Campeonato Brasileiro.

“Nosso problema são algumas heranças que estamos pagando desde a Série A. O caso do Petit é uma dessas dívidas remanescentes. Temos alguns jogadores com parcelas da Série A que ainda estamos quitando”, concluiu.

Créditos: ge

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