Prisão de Maduro por EUA provoca embate político entre direita e esquerda no Brasil

A captura e prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro por forças norte-americanas, sob o comando do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, gerou conflitos e debates entre políticos e influenciadores de direita e esquerda no Brasil, principalmente nas redes sociais.
A ministra das Relações Institucionais do governo federal, Gleisi Hoffmann (PT), criticou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Em entrevista ao Estadão no último sábado, 3, Tarcísio declarou que havia um sentimento de insustentabilidade do regime de Maduro, que prejudicava a região e os países vizinhos em todos os sentidos.
Perguntado sobre o rechaço do governo Lula à operação norte-americana, Tarcísio disse que a ação ocorreu pela omissão dos países que não lideraram o processo. Segundo ele, o Brasil poderia ter auxiliado a Venezuela e liderado uma transição para uma democracia.
Gleisi respondeu no X acusando o governador de apoiar políticas de Trump e de culpar o presidente Lula pela invasão dos EUA à Venezuela, qualificando a atitude como cinismo típico de bolsonaristas.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) também se envolveu em troca de insultos no X com o influenciador Jones Manoel, conhecido por defender ideias radicais à esquerda e com alguma projeção nas redes sociais. Ferreira publicou uma montagem do rosto de Lula escoltado por militares dos EUA, criticando Jones, que respondeu chamando-o de “verme completo”.
Diversos partidos brasileiros se manifestaram: o PT condenou veementemente a agressão militar dos EUA contra a Venezuela, classificando o bombardeio como a mais grave agressão internacional na América do Sul do século 21. O PSOL considerou a ação criminosa, violando a autodeterminação da região e chamou de “desaparecimento forçado” a prisão de Maduro. O PCdoB qualificou as ações como terrorismo internacional.
Por outro lado, o Novo comemorou a prisão, associando Maduro a práticas autoritárias e problemas graves na Venezuela. O Agir definiu Maduro como tirano autoritário responsável pela ruína das instituições democráticas e violações dos direitos humanos.
O PSDB repudiou a invasão dos EUA à Venezuela, por entender ser violação da soberania, mas classificou o regime de Maduro como uma ditadura que eliminou liberdades, destruiu instituições e causou crise humanitária.
Créditos: Tribuna do Norte