Produção artesanal de queijo potiguar ganha destaque no Dia Mundial do Queijo

21 de janeiro de 2026

Produção artesanal de queijo potiguar ganha destaque no Dia Mundial do Queijo

No Rio Grande do Norte, a produção artesanal de queijos foi celebrada nesta terça-feira (20) em razão do Dia Mundial do Queijo, com uma programação especial para valorizar o setor. O evento ocorreu na Agência Sebrae, em Natal, reunindo produtores de referência no estado. Durante o encontro, houve demonstração ao vivo da produção do tradicional queijo de manteiga, oficinas de harmonização com alimentos regionais e exposição de produtos.

O chef Jonatã Canela liderou uma sessão de harmonização combinando queijos com produtos regionais potiguares. Ele explicou que o principal critério para as combinações é respeitar as características de cada queijo, considerando se são mais fortes, suaves ou se possuem notas de picância. O objetivo é complementar o sabor do queijo, deixando-o como o destaque principal.

Além dos queijos tradicionais como o queijo de manteiga e o de coalho, há também os chamados queijos de identidade e de inovação, que são criações mais recentes feitas por produtores locais. Esses queijos carregam o DNA de cada produtor, refletindo técnicas, sabores e características próprias da produção artesanal potiguar.

Segundo Jonatã Canela, o queijo potiguar carrega uma identidade própria do Seridó, refletindo características e notas específicas que contam um pouco da história da região para o Brasil e o mundo.

A produção de queijos e laticínios no estado tem ganhado reconhecimento nacional. Em 2025, produtores potiguares conquistaram 56 medalhas em importantes concursos do setor, como Enel, Expo Queijo e Prêmio Queijo Brasil, com premiações em categorias variadas como queijos, manteigas e outros derivados.

Durante o evento do Sebrae-RN, o produtor Lucenildo Firmino, conhecido como Galego da Serra, realizou ao vivo a produção do tradicional queijo de manteiga. Ele destacou que não existe uma receita fixa para esse queijo, pois a fabricação depende do aprendizado contínuo do queijeiro, que adapta suas técnicas dia após dia.

Atualmente, o Rio Grande do Norte possui 165 empresas atuantes na cadeia de laticínios. A maior concentração está no Seridó Ocidental, com 70 empresas, seguido pela Região Metropolitana de Natal com 32 e o Seridó Oriental com 16. Outras regiões do estado também integram o mapa produtivo.

Luís Felipe, analista do Sebrae-RN e gestor do programa Leite e Genética, ressaltou que a qualidade do produto final depende de um insumo de excelência, ou seja, um rebanho certificado e capaz de produzir leite em volume adequado. A inseminação aplicada aos rebanhos aumenta tanto a qualidade quanto a quantidade de leite produzida.

Ele acrescentou que o Sebrae-RN oferece um portfólio de soluções, consultorias e capacitações para aprimorar a produção e a gestão dos produtores de laticínios.

Créditos: Tribuna do Norte

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