Tifanny conquista Paulista e promete lutar para jogar a Superliga

14 de outubro de 2026

Tifanny conquista Paulista e promete lutar para jogar a Superliga

Tifanny Abreu celebrou o título do Campeonato Paulista feminino de vôlei ao liderar o Osasco contra o Sesi-Bauru, em partida que pode ter sido seu último jogo profissional.

Com 41 anos, a oposta do Osasco saiu de quadra com um troféu na última terça-feira, quando conquistaram o 19º título estadual. Apesar da possibilidade de aposentadoria, Tifanny evitou falar em despedida e afirmou que ainda pretende continuar competindo.

“É uma felicidade muito grande fazer parte do Osasco. Pode ser meu último jogo, já que meu primeiro foi em Bauru, e o que pode ser o último também foi lá. Se eu encerrar, será com muita satisfação. Mas ainda vou lutar, pois quero jogar a Superliga este ano antes de me aposentar”, declarou a atleta.

Ela enfrenta um desafio após a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) mudar a política de elegibilidade, impedindo a participação de mulheres transgênero nas competições nacionais femininas. Tifanny cogita recorrer judicialmente para reverter a decisão.

Desde 2017 na Superliga e em sua sexta temporada pelo Osasco, a jogadora foi diretamente afetada pela adoção da regra do Comitê Olímpico Internacional (COI) de exigir teste genético negativo para o gene SRY, associado ao desenvolvimento masculino, para atletas na categoria feminina. Sem comprovação de elegibilidade, a participação nas competições é proibida.

Tifanny é a primeira atleta transgênero na elite do vôlei brasileiro e conta com o apoio de diversas jogadoras e membros da comunidade do vôlei, incluindo Gabi Guimarães, capitã da seleção feminina, que criticou a decisão da CBV e defendeu sua permanência na Superliga.

A CBV mantém a decisão e, durante o lançamento da Superliga em setembro, seu presidente Radamés Lattari afirmou que não haverá negociação sobre o tema e que a política adotada segue as normas do COI.

Os critérios valem para todas as jogadoras a partir da temporada 26/27 da Superliga A e B, Supercopa 2026, Copa Brasil 2027, Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia 2027 e CBVP Challenger 2027. Caso se recuse a triagem ou não comprove a elegibilidade, a atleta não poderá participar das competições, embora tal recusa não configure infração disciplinar.

Créditos: ge

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