Paraíba decreta estado de calamidade por fortes chuvas com mortes e desalojados

O governador da Paraíba, Lucas Ribeiro, decretou estado de calamidade pública no estado devido às fortes chuvas que se iniciaram na sexta-feira, 1º de maio. A partir do dia 3, técnicos da Defesa Civil Nacional passaram a auxiliar na reconstrução das áreas afetadas.
Conforme o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, mais de 16 mil pessoas foram afetadas pelas chuvas, que já resultaram em duas mortes. Entre os impactados, 624 estão desalojados e aproximadamente 703 desabrigados. O governo estadual mobilizou uma força-tarefa para ajudar na resposta emergencial.
Os municípios da Paraíba mais afetados são Bayeux, Rio Tinto, Mamanguape, Sapé, Ingá, João Pessoa e Cabedelo. Até o final da tarde de 2 de maio, o governo informava que trabalha para retomar o abastecimento de água na Grande João Pessoa, com operações emergenciais em andamento.
A Companhia de Águas e Esgotos da Paraíba (CAGEPA) comunicou que os sistemas Marés e Translitorânea continuam em funcionamento, fornecendo cerca de 50% da água para a região. A retomada total da operação da unidade afetada está prevista para o fim de domingo, 3, com normalização gradual esperada para 4 de maio.
Enquanto isso, bairros da capital, como Valentina, Manaíra, Jardim Oceania, Aeroclube e Bessa, são atendidos por rodízio. O abastecimento também começou a ser restabelecido no município de Conde no início da noite do dia 3.
O Corpo de Bombeiros informou que realizou 390 atendimentos, envolvendo 171 ocorrências e 219 ações assistenciais, além do resgate de 306 pessoas. Foram mobilizados 746 militares, com viaturas, embarcações e aeronaves, atuando em várias cidades do estado.
O monitoramento sanitário foi intensificado para prevenir doenças comuns após enchentes, como leptospirose e enfermidades diarreicas.
Além da Paraíba, Pernambuco também enfrenta fortes chuvas nos últimos dias, contabilizando seis mortes. A Defesa Civil Nacional emitiu alerta laranja para o litoral dos dois estados, devido ao alto risco de alagamentos e deslizamentos.
São 45 alertas ativos, com recomendação de atenção redobrada, especialmente nas áreas de maior risco. As regiões abrangidas abrangem a Região Metropolitana do Recife, o Agreste e a Zona da Mata pernambucana, e na Paraíba, as regiões da Mata Paraibana, Agreste e Borborema.
Créditos: tribuna do norte








