
Renan Santos, candidato à presidência da República pelo partido Missão nas eleições de 2026, afirmou que defende um “banho de sangue” para bandidos que cometem crimes nas ruas brasileiras, como forma de reduzir a violência no país. Ele declarou que o sangue que deve jorrar não é o da vítima, mas o do criminoso. “Falo do banho de sangue, pode não ser a coisa mais bonita de falar, mas bandido não pode ser juiz da sua vida, juiz dos seus sonhos”, disse durante uma sabatina na TV Globo nesta quarta-feira, 26.
Na entrevista, Santos também defendeu que o Brasil inicie tratativas para a construção de armas nucleares, como resposta à posição global de outros países. Ele explicou que o Brasil não teria condições de possuir uma bomba atômica nos próximos dez anos, mas deve começar os estudos para desenvolvê-la, considerando o fim do período do pós-guerra. Santos afirmou que essa medida visa evitar que o Brasil fique em posição inferior na geopolítica mundial e que um dos objetivos do país deve ser se tornar uma das cinco maiores potências mundiais.
O candidato afirmou que o Brasil precisa construir soberania, pois atualmente seria “vassalo da China”, segundo ele, em razão da política externa do presidente Lula. Santos também ressaltou a importância de fortalecer a capacidade bélica do país com armas nucleares para se proteger dos Estados Unidos em relação às terras raras, ressaltando que os EUA precisam do Brasil e que o país é o segundo maior produtor desses minerais depois da China.
Sobre a segurança interna, ele declarou que o Brasil vive uma guerra diária contra o crime organizado e afirmou que, se eleito, pretende retomar os territórios dominados por facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). Santos defende uma guerra contra o crime organizado e propõe a mudança das leis penais, processuais e de execuções para endurecer a legislação e evitar a soltura rápida de traficantes. Ele também sugere a construção de novos presídios com capacidade total entre 30 mil e 40 mil vagas, estimando um investimento de 6 bilhões de reais.
Além disso, Santos afirmou que não cumprirá decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que considere ilegais, citando como exemplo uma recente decisão do ministro Alexandre de Moraes sobre a derrubada do sigilo da fonte, que ele classificou como “grotesca”. O candidato explicou que em casos em que decisões do STF impedissem operações contra o crime organizado, ele optaria por não cumprir essas ordens e buscaria pareceres jurídicos, como os da Advocacia Geral da União (AGU), antes de agir.
Durante a entrevista, também foi questionado sobre um áudio divulgado do então deputado Artur do Val, no qual ele fez comentários controversos sobre mulheres ucranianas. Santos considerou o áudio ruim, mas afirmou que era privado e que gostaria de ter evitado a situação. Ele disse que o áudio não foi motivo para a cassação de do Val, mas que o combate político contra ele na Assembleia Legislativa de São Paulo foi o fator decisivo.
Por fim, Santos falou sobre a prevenção da crise econômica, defendendo a obrigação vinculada de investimentos públicos. Ele destacou que em municípios com população envelhecida e baixa natalidade, os gastos com saúde são maiores que os com educação. Ressaltou que a legislação atual exige percentuais mínimos para áreas como saúde e educação, e que prefeitos que não cumprirem essas regras podem responder criminalmente por emprego irregular de verbas públicas.
Créditos: Veja