VIXE: Presidente do TSE dá 24h para Meta enviar relatório sobre canal ‘Exército de Lula’

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, determinou que a Meta tem 24 horas para enviar um relatório técnico sobre o canal “Exército de Lula”. A decisão atende a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro, que quer verificar a conformidade da empresa com as regras do tribunal.
Em 11 de outubro, Nunes Marques suspendeu o canal após a campanha de Flávio Bolsonaro alegar desinformação no conteúdo. Contudo, o corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, reativou a página. A campanha do presidente Lula registrou o canal oficialmente na Justiça Eleitoral em 13 de outubro e, no dia 14, Nunes Marques determinou o restabelecimento integral da ferramenta.
Além da Meta, o ministro também requisitou do Google informações sobre possível amplificação coordenada de termos e hashtags entre os dias 18 e 20 de outubro de 2026, verificando o funcionamento do mecanismo de busca, incluindo buscas em alta, sugestões e assuntos do momento.
Na decisão, Nunes Marques explicou que o foco é comparar as providências que a Meta formalmente informou à Justiça Eleitoral e o funcionamento real do mecanismo questionado. O relatório solicitado deve detalhar os critérios técnicos usados para distinguir entre uma “mobilização legítima” e um “comportamento coordenado potencialmente irregular”.
No mesmo dia da determinação, o canal “Exército de Lula” recebeu um vídeo do presidente Lula em formato de selfie, acompanhado da informação de que Lula começaria a integrar o canal. O deputado André Janones, que administra o canal, anunciou que Lula passaria a enviar orientações e distribuir “missões” aos participantes.
Janones relatou, em áudio para os integrantes, ter recebido uma ligação da primeira-dama Rosângela Lula da Silva, conhecida como Janja, e afirmou que Lula estava com o celular em mãos para começar a enviar mensagens diretamente ao canal. Lula foi adicionado como administrador do canal, identificado como “Marechal Lula da Silva”.
Pouco depois, o canal exibiu uma mensagem atribuída a Lula com a palavra “cheguei” acompanhada de um emoji de lula, além do vídeo-celular convidando para uma transmissão ao vivo com Janones prevista para a noite de quinta-feira. Apesar da movimentação, a campanha de Lula ainda não confirmou se a mensagem publicada foi feita pelo próprio presidente.
A disputa judicial em torno do canal começou com a campanha de Flávio Bolsonaro pedindo sua suspensão, alegando que havia divulgação de informações falsas. A suspensão foi determinada por Nunes Marques em 11 de outubro, mas suspensa pelo corregedor Ricardo Villas Bôas Cueva no mesmo dia, que mandou reativar o canal.
Uma análise técnica do TSE não identificou conteúdos falsos nas publicações que foram examinadas. Em 13 de outubro, Nunes Marques condicionou o funcionamento do canal ao seu registro formal na Justiça Eleitoral, medida cumprida pela campanha de Lula. O canal é administrado por André Janones, que afirmou ter feito o registro apenas para cumprir a determinação, sem assumir a administração direta.
Após nova decisão na noite de 13 de outubro, o canal chegou a sair do ar, mas Nunes Marques determinou no dia seguinte que o Facebook, representante do WhatsApp, restabelecesse integralmente o canal, permitindo novas publicações e entrada de seguidores.
Créditos: g1









