FGC inicia pagamento a clientes do Will Bank com até R$ 250 mil a receber

7 de abril de 2026

FGC inicia pagamento a clientes do Will Bank com até R$ 250 mil a receber

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) iniciou hoje o pagamento para clientes do Will Bank, que foi liquidado pelo Banco Central em janeiro, com valores a receber entre R$ 1.000 e R$ 250 mil.

Esta é a segunda fase dos pagamentos, que contempla os clientes com valores maiores retidos na instituição. O FGC estima desembolsar R$ 6,06 bilhões para cerca de 312 mil pessoas, respeitando o limite máximo de garantia de até R$ 250 mil por cliente.

Para receber, os clientes devem solicitar o resgate pelo aplicativo oficial do FGC, criando um cadastro, preenchendo os dados necessários e enviando os documentos pela plataforma.

A primeira fase dos pagamentos ocorreu em fevereiro, atendendo clientes com até R$ 1.000 a receber. Nessas condições, mais de um milhão de pessoas já receberam o valor devido, totalizando R$ 126 milhões pagos nessa etapa, o que representa aproximadamente 70,84% do total previsto para os pequenos credores, que são mais de 6 milhões.

O Will Bank integra o conglomerado Master, o que afeta a aplicação do limite máximo do teto da garantia. Clientes que já receberam até R$ 250 mil por meio do Banco Master, Master de Investimento ou Letsbank não terão valores adicionais a receber referentes ao Will Bank.

A data do investimento é determinante para a garantia. Investimentos feitos até 31 de agosto de 2024 mantêm o limite de R$ 250 mil por banco, enquanto os realizados a partir de setembro de 2024 passam a dividir esse teto entre todas as instituições do conglomerado.

Até o momento, o FGC já pagou quase R$ 39,3 bilhões a clientes do grupo Master, atingindo 96,9% do total previsto e beneficiando cerca de 669 mil credores desde o começo da liquidação.

Além disso, o FGC atualizou o balanço de pagamentos do Banco Pleno. As liberações começaram em 23 de março e somam R$ 3,61 bilhões, atendendo mais de 107 mil pessoas afetadas.

O FGC alertou que tem ocorrido tentativas de fraude durante os processos de pagamento. Destacou que não realiza contato por telefone ou redes sociais para pedir senhas, dados pessoais ou códigos de verificação, e que não há intermediários autorizados para agilizar o pagamento.

O fundo reforça que não cobra qualquer taxa para liberar os valores e recomenda que as informações sejam buscadas apenas nos canais oficiais.

Créditos: UOL Economia

QFome App
RN Prefeitura