RN registra 115 casos de intoxicação por ciguatera desde 2022

22 de julho de 2026

RN registra 115 casos de intoxicação por ciguatera desde 2022

Desde 2022, o Rio Grande do Norte tem registrado com frequência casos de intoxicação por ciguatera causados pelo consumo de pescado. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), foram confirmados 115 casos até o momento, com o maior número ocorrido em 2025, quando 90 pessoas foram afetadas.

Em resposta a essa situação, a Sesap divulgou em janeiro uma nota técnica oferecendo orientações específicas para a população, pescadores, comerciantes, serviços de alimentação e profissionais da saúde.

Os sintomas principais da intoxicação aparecem entre 30 minutos e 24 horas após a ingestão do peixe contaminado. Entre eles estão dor abdominal, náuseas, vômitos, diarreia, dores de cabeça, cãibras, coceira intensa, fraqueza muscular, visão turva e gosto metálico na boca, podendo durar semanas ou meses.

Em caso de dúvidas sobre o manejo dos casos, o Centro de Informação e Assistência Toxicológica do RN (CIATOX-RN) está disponível 24 horas por dia pelo telefone 0800 281 7005 ou pelo WhatsApp (84) 98883-9155.

Entre 2022 e 2025, os surtos e casos isolados envolveram diversas espécies de peixes, destacando-se barracuda (bicuda), cioba, guarajuba, arabaiana e dourado.

A ciguatera é uma intoxicação causada por peixes que vivem em corais e recifes contaminados por ciguatoxinas, toxinas que vêm de microalgas invisíveis a olho nu. Peixes pequenos que se alimentam dessas algas passam a toxina para peixes maiores, que ao serem consumidos pelos humanos, provocam a intoxicação, que pode variar de enjoos a sintomas neurológicos.

Essas toxinas são incolores, inodoras e insípidas, e não são eliminadas por cozimento, congelamento, salga ou defumação. A toxina permanece ativa no pescado mesmo após o preparo e digestão, concentrando-se principalmente na cabeça, vísceras e ovas dos peixes.

Não há tratamento específico ou antídoto para a ciguatera. O cuidado consiste em suporte clínico, tratando os sintomas com hidratação, analgesia e controle das náuseas, acompanhando o paciente clinicamente.

Créditos: Tribuna do Norte

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