Brasil lidera produção mundial de café com mais de 35 regiões produtoras

14 de abril de 2026

Brasil lidera produção mundial de café com mais de 35 regiões produtoras

No Dia Mundial do Café, o Brasil destaca-se como líder mundial na produção e exportação do grão. Nos últimos vinte anos, avanços em pesquisas e mudanças no manejo elevaram de cinco para 35 as regiões do país que cultivam café.

Essa expansão veio acompanhada de maior investimento em qualidade, com associações e cooperativas adotando plantios sustentáveis para atender aos paladares mais exigentes, incluindo chefs de Estado. Para a safra 2026/27, o Brasil deve manter a liderança mundial na cafeicultura, representando cerca de 40% da produção global.

O crescimento da produção, diversificação regional, foco na qualidade e estratégias de mercado reforçam a posição do país como potência global nesse setor. Essa fase de expansão visa garantir a competitividade brasileira nos próximos anos, com ampla variedade de produtos e destinos.

Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra 2025/26, já colhida, atingiu 66,2 milhões de sacas, entre arábica e conilon, aumento de 17,1% em relação ao ciclo anterior. A área cultivada também cresceu, somando 1,93 milhão de hectares, alta de 4,1%.

Globalmente, a consultoria StoneX projeta produção de 182,5 milhões de sacas para a safra 2026/27, das quais 75,3 milhões devem ser brasileiras, cerca de 41,3% da oferta mundial, impulsionadas por uma safra considerada “super safra”.

O Brasil é ainda o maior exportador, com embarques médios anuais de aproximadamente 40 milhões de sacas, segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), garantindo sua liderança mundial.

Um diferencial importante do café brasileiro é sua ampla distribuição geográfica. Levantamento da Brazil Specialty Coffee Association (BSCA) mostra que o país possui mais de 35 regiões produtoras, número superior ao total de estados brasileiros, refletindo na diversidade de perfis sensoriais e qualidade.

Atualmente, 14 indicações geográficas brasileiras são reconhecidas pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), valorizando as origens e particularidades dos cafés, conforme o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).

Minas Gerais permanece como principal produtor de café arábica, que produz grãos mais doces destinados à exportação. Já o Espírito Santo lidera na produção de conilon, um café mais encorpado, muito utilizado em blends e na indústria.

Novas áreas também ganham relevância no cultivo. A região amazônica destaca-se com sistemas agroflorestais e a produção do robusta amazônico, muitas vezes cultivado por comunidades indígenas, que agregam valor ambiental e social à cadeia produtiva.

No comércio exterior, o país busca diversificar mercados além dos tradicionais. A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos promove iniciativas como o projeto “Brazil: The Coffee Nation”, com prazo até 2027, focado em cafés especiais em países com baixo volume de importação brasileira.

Os principais compradores continuam sendo Alemanha e Estados Unidos, embora recentes alterações tarifárias tenham reduzido a competitividade brasileira no mercado americano, que perdeu liderança entre os destinos. Com a revisão dessas tarifas, o setor espera retomar a demanda dos EUA.

A pesquisa tecnológica é fundamental para o crescimento do setor, com institutos como o Instituto Agronômico de Campinas e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária desenvolvendo cultivares adaptadas a novas regiões e locais com espaço limitado, como Acre e Paraíba.

Produtores brasileiros também apostam em nichos de alto valor, como o café Geisha, originário da Etiópia, que tem se adaptado a altitudes superiores a 1.200 metros em Minas Gerais. Esses cafés especiais podem alcançar preços elevados no mercado internacional.

Créditos: CNN Brasil

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