Câncer de intestino no Brasil: sinais, riscos e novo protocolo do SUS

21 de julho de 2026

Câncer de intestino no Brasil: sinais, riscos e novo protocolo do SUS

O câncer de intestino é o mais comum entre homens e mulheres no Brasil, causando mais de 23 mil mortes anualmente. Essa doença costuma se desenvolver de forma silenciosa, e muitos pacientes não reconhecem seus sintomas iniciais. Um caso conhecido é o da cantora Preta Gil, que descobriu um tumor após apresentar prisão de ventre e sangramento.

Apesar de ser mais frequente em pessoas acima de 50 anos, a incidência da doença tem aumentado entre os jovens, fato atribuído por especialistas ao estilo de vida insalubre adotado por essa faixa etária.

Recentemente, o Ministério da Saúde implementou um novo protocolo no Sistema Único de Saúde (SUS) para o rastreamento do câncer colorretal. O Teste Imunoquímico Fecal (FIT) será o exame de referência para pessoas assintomáticas entre 50 e 75 anos.

Os primeiros sinais do câncer de intestino podem ser percebidos no banheiro, por meio de sintomas como prisão de ventre prolongada, alteração na forma das fezes, sangramento e presença de muco. No caso da cantora Preta Gil, ela enfrentou dez dias sem evacuar, notou fezes achatadas e com sangue, até que um sangramento intenso a levou a buscar atendimento médico, confirmando a presença de um tumor de seis centímetros por meio de tomografia.

O diagnóstico precoce é desafiador porque, mesmo reconhecendo os sintomas, muitas pessoas não procuram ajuda médica. Pesquisa do A.C. Camargo indica que, apesar do conhecimento dos sinais, muitos deixam de buscar o diagnóstico.

No cenário mundial, quase 2 milhões de casos são detectados anualmente, sendo o terceiro tipo de câncer mais comum. No Brasil, o câncer colorretal representa 10% dos novos casos, com tendência de crescimento.

Para reduzir o risco, especialistas destacam seis hábitos eficazes ligados ao estilo de vida, além da orientação fundamental de procurar atendimento médico diante dos primeiros sintomas, por mais leves que sejam.

O Teste Imunoquímico Fecal identifica pequenas quantidades de sangue oculto nas fezes, indicadores de pólipos, lesões pré-cancerígenas ou tumores. Utilizando anticorpos específicos, o FIT oferece maior precisão em relação aos exames antigos de sangue oculto.

Este exame será adotado no SUS para rastreamento em pessoas sem sintomas, melhorando a detecção precoce e, consequentemente, as chances de tratamento eficaz.

Créditos: g1

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