Ex-mulher diz que vai manter contato com Daniel Alves: ‘Não vou julgar’

29 de março de 2023

Joana Sanz, ex-mulher de Daniel Alves, concedeu nesta terça-feira a primeira entrevista desde a prisão do jogador em Barcelona, ocorrida em janeiro. Ao “Programa de Ana Rosa”, da emissora da TV espanhola Telecinco, a modelo comentou sobre o processo de separação, iniciado neste mês, e sobre a visita ao brasileiro no presídio Brians II, no fim de semana, onde o jogador está preso de forma provisória enquanto aguarda julgamento por crime sexual.

No último domingo, o casal conversou frente a frente, por quase uma hora, separados apenas por uma janela de vidro. A modelo e empresária de 29 anos foi questionada pela imprensa sobre o teor da visita ao deixar o local, mas ela foi embora sem fazer qualquer declaração aos jornalistas. Na entrevista à Telecinco, Joana afirmou que seguirá visitando o jogador, sempre que possível.

“Estou seguindo em frente. Sempre que posso, vou vê-lo para saber como ele está, como se encontra (sua situação) e saber dele. É uma situação muito complicada”, contou Joana, durante conversa de 28 minutos à TV espanhola. A modelo indicou a separação do lateral em carta aberta, publicada em seu Instagram Em resposta, Daniel Alves afirmou, em carta publicada pelo Estadão com exclusividade, que “lamentava a decisão” de sua mulher. Disse que ela sentiu a pressão do caso.

“Não temos de falar nada de dinheiro porque Dani e eu temos separação de bens, não temos nada em comum. A única vez que falamos de dinheiro foi no início de toda esta situação, fiquei arrasada e, por meio do seu advogado, pedi-lhe que arranjasse um apartamento para mim em Paris onde ia trabalhar”, revelou a modelo.

Daniel Alves e Joana se conheceram em 2015 e se casaram dois anos depois, em cerimônia secreta e privada em Ibiza, uma ilha no litoral da Espanha. Apesar do lateral responder pelo crime de estupro de uma jovem em boate de Barcelona no último ano, a modelo afirmou que não irá julgar seu ex-marido. “Não vou julgá-lo, é para isso que serve a Justiça.”

Estadão Conteúdo

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Uganda e mais seis: quais países preveem pena de morte para homossexuais?

24 de março de 2023

Uganda, na África Oriental, se tornou na terça-feira, 21, o sétimo país a aprovar uma lei que torna atos homossexuais puníveis com a morte. Com isso, o país se junta a Arábia Saudita Irã, Iêmen, Nigéria, Mauritânia e Brunei na lista de Estados que preveem a pena em seus sistemas legais, segundo a Associação Internacional de Gays e Lésbicas (AIGL), em seu relatório de 2020.

Outros cinco países – Afeganistão, Paquistão, Catar, Somália e Emirados Árabes – têm leis dúbias sobre pena de morte para relações consensuais entre pessoas do mesmo sexo, ainda que não tenham sido registradas execuções de representantes da comunidade LGBT+ nesses locais nos últimos anos.

Ao todo, segundo a AIGL, 69 países-membros das Nações Unidas têm leis que criminalizam a homossexualidade. Dessa lista, 31 países ficam na África, apesar de algumas mudanças recentes na posição sobre a comunidade LGBT+ em países como Angola, Gabão e Botswuana.

Outros 21 países ficam na Ásia, especialmente no Oriente Médio, onde a interpretação rígida da lei islâmica geralmente gera algum tipo de punição para homossexuais. Outros nove ficam no Caribe e seis, na Oceania.

Em países não islâmicos, muitas das leis que criminalizam as relações homossexuais tem origem na era colonial. Dos 53 países da comunidade britânica de nações, a Commonwealth, que reúne a maioria dessas ex-colônias britânicas, 36 têm leis que criminalizam a homossexualidade.

Isso ocorre porque no Reino Unido, relações consensuais entre homossexuais eram consideradas crime até 1967. Maior potência colonial do século 19, principalmente na África, a coroa britânica replicava nas colônias a lei da metrópole. Uganda, por exemplo, foi uma colônia britânica e se tornou independente apenas em 1962.

O que torna a lei ugandense diferente da maioria dos países que aplicam a pena capital a gays é que o projeto foi aprovado no Parlamento. Em teocracias como Arábia Saudita, Irã e em partes da Nigéria, a sharia (lei islâmica) é aplicada.

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