Crise no PSDB: médico PCD escancara falta de inclusão e desiste de nominata para deputado federal no RN

Bastidores fervendo no PSDB do RN. Logo após o presidente da sigla, Ezequiel Ferreira, declarar apoio à chapa majoritária encabeçada por Álvaro Dias (PL), o grupo governista sofreu um golpe devastador. O médico mossoroense Dr. Heider Ferreira, que é cadeirante, abriu mão de sua pré-candidatura a deputado federal, motivado pela nítida falta de compromisso e compromisso do partido.
Enquanto a chapa rival de Allyson Bezerra (União) se fortalece com a inclusão de Tércio Tinôco, que também é cadeirante, na vaga de segundo senador, o bloco de Álvaro Dias perde um nome de peso no Oeste por pura negligência e falta de acessibilidade partidária.
A debandada do médico, que já estava em pré-campanha intensa há mais de um ano para o pleito de 2026, abriu um rombo gigantesco na nominata tucana e expôs as feridas internas da legenda. O anúncio oficial da desistência será feito nos próximos dias em formato de vídeo nas redes sociais.
No entanto, o clima de revolta e desamparo nos bastidores já é público, deixando claro que a falta de respaldo político e o isolamento de uma candidatura PCD (Pessoa com Deficiência) sacrificaram um projeto que vinha sendo construído com fôlego na região.
O baque repercutiu imediatamente na oposição. O pré-candidato a deputado estadual Ivan Baron (PT), amplamente conhecido pelo ativismo pelos direitos das pessoas com deficiência, publicou uma nota de lamento nas redes sociais, usando o episódio para escancarar a falta de apoio real a candidaturas representativas:
“Isso reforça que não adianta boa vontade para representar, mas sim que é preciso APOIO e ESTRUTURA para que nossos nomes tenham competitividade. Inclusão só no discurso não adianta!”, disparou Baron.
O xadrez político do RN agora entra em modo de crise, provando que a falta de compromisso com a inclusão real pode custar muito caro nas urnas.