Eduardo Bolsonaro nega contrapartida a Vorcaro e diz que vive de renda passiva

19 de maio de 2026

Eduardo Bolsonaro nega contrapartida a Vorcaro e diz que vive de renda passiva

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que não houve contrapartida pelo dinheiro doado pelo banqueiro Daniel Vorcaro para o filme Dark Horse, produzido sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo Eduardo, a única coisa oferecida foi exposição para que Vorcaro fosse perseguido.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), irmão de Eduardo e pré-candidato à Presidência nas eleições deste ano, trocou mensagens e áudios com Vorcaro pedindo apoio financeiro para o filme. O site Intercept Brasil divulgou essas mensagens, e o Estadão confirmou sua autenticidade. Flávio negociou R$ 134 milhões para custear a produção.

Eduardo tentou diferenciar as doações de Vorcaro para o filme dos valores repassados pelo Banco Master ao escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes. Ele afirmou que tentam forçar uma ilegalidade, pois o alvo é Flávio Bolsonaro.

A Polícia Federal deve investigar os pagamentos entre Vorcaro e Flávio Bolsonaro. Uma das linhas apuradas será se recursos foram desviados para um fundo no Texas ligado a Eduardo Bolsonaro, usado para manter sua estadia nos EUA, já que o STF bloqueou contas e dificultou o recebimento de dinheiro no país.

Durante uma live, Eduardo negou ter recebido recursos do fundo Hevangate, mas confirmou ter contratado o advogado Paulo Calixto, ligado ao fundo, para tratar de questões migratórias e financeiras.

Ele declarou ter investido US$ 50 mil na fase inicial do filme para assegurar seu contrato com o diretor Cyrus Nowrasteh, afirmando que seu contrato como produtor-executivo é antigo e provisório, sem envolvimento com a direção ou finanças da produção.

Eduardo negou qualquer relação direta com Vorcaro, afirmando nunca ter conversado ou recebido dinheiro do banqueiro ou de fundos ligados a ele. Defendeu Flávio dizendo que o contato do senador com Vorcaro restringiu-se ao filme.

O ex-deputado disse que vive nos EUA com renda passiva, mencionando ter recebido R$ 2 milhões por Pix numa campanha do pai, Jair Bolsonaro, mas não detalhou a origem de sua sustentação além disso. Também não esclareceu a origem dos US$ 50 mil investidos no filme.

Sobre o orçamento do filme, Eduardo estimou que o custo é baixo para padrões de Hollywood, sem informar o total gasto.

Por fim, reafirmou que, apesar da crise em torno de Flávio Bolsonaro, o irmão não desistirá da candidatura presidencial, afirmando que apenas Flávio tem condições de enfrentar Lula nas eleições.

Créditos: Tribuna do Norte

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