Eleições 2026: TV Globo não realiza debate após desistências de Lula e Flávio e decisões do TSE e STF

A Rede Globo decidiu cancelar o debate entre candidatos para presidente, marcado para a noite desta quinta-feira (1º). Menos de uma hora antes da realização do programa, a emissora informou ter recebido duas intimações judiciais relacionadas ao evento que causam “insegurança jurídica” e representam uma “interferência indevida na liberdade” dos veículos de imprensa.
O cancelamento ocorreu, também, com a confirmação de que o debate não teria a presença de Lula e Flávio Bolsonaro. O candidato do PT, no mesmo horário, estava ao vivo no Flow Podcast, enquanto Flávio desistiu no início da noite após uma das decisões citadas pela emissora, impossibilitando que o local vazio de Lula fosse mantido. Flávio falou em “censura”.
Em nota, a emissora informou ter cancelado o debate após “sucessivas decisões judiciais tomadas momentos antes da realização do debate”. De acordo com a Globo, as decisões de ministros do STF e do TSE causam “insegurança jurídica e representam uma interferência indevida na liberdade que os veículos de imprensa tem de organizar os debates eleitorais”.
As decisões
A decisão em questão citada acima foi do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), assinada pela ministra Estela Aranha, que impediu a exibição do púlpito vazio destinado ao presidente. A decisão foi tomada deferindo o pedido do próprio PT.
No documento, Estela Aranha afirmou que a exibição do púlpito vazio, com a possibilidade de os outros presidenciáveis fazerem perguntas a Lula, poderia criar “situação de desequilíbrio”.
Outra medida jurídica citada pela emissora foi a do ministro do STF, Gilmar Mendes, determinando a participação de Renan Santos, do Missão, no debate da emissora. A definição de Gilmar ocorreu em resposta a um pedido feito pelo partido Solidariedade.
A ata da própria Globo previa a possibilidade de a Globo convidar, a seu critério, o próximo colocado na pesquisa de intenção de votos Quaest, que seria Renan Santos. No entanto, a emissora decidiu não fazê-lo depois que o ministro Kassio Nunes Marques, do STF e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), decidiu a favor da inclusão de Romeu Zema (Novo) no debate.