Flávio Bolsonaro não registra candidatura após filiação irregular ao Missão

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não conseguiu registrar sua candidatura à Presidência pelo PL nesta quinta-feira (13) depois que seu nome apareceu filiado ao partido Missão no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O TSE informou que a filiação não foi resultado de um hackeamento, mas sim por uso indevido do sistema por alguém com credenciais do partido Missão, e instaurou um inquérito policial para investigação.
O partido Missão declarou ter sido vítima de uma filiação fraudulenta e tentou cancelar a filiação no mesmo dia, porém o pedido foi rejeitado pelo TSE.
A advogada da campanha de Flávio classificou a alteração como fraudulenta e comparou o caso a um incidente semelhante com Lula (PT) em 2022.
O prazo para registro das candidaturas termina às 19h de sábado (15) e Flávio só poderá concorrer após regularizar sua filiação partidária.
O Missão explicou que a tentativa de filiação fraudulenta foi detectada pelo próprio sistema do partido, que acionou o cancelamento da filiação, mas o TSE rejeitou a ação. Desde o dia 2 deste mês, o gabinete de Flávio foi informado sobre essa tentativa, com e-mails abertos, porém sem resposta.
A advogada Maria Claudia Bucchianeri afirmou que a modificação foi identificada quando a equipe reuniu documentos para registrar a candidatura. Segundo ela, o pedido para registro só poderá ser protocolado depois que a filiação for corrigida.
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que houve uma falsificação, mas não detalhou como ocorreu. Nos bastidores, integrantes do PL suspeitam de um ataque hacker, enquanto o TSE investiga o caso, considerando outras hipóteses.
Este episódio impede temporariamente o registro da candidatura de Flávio pelo PL.
Flávio Bolsonaro foi oficializado pelo PL como candidato à Presidência em convenção nacional realizada em 25 de julho, sem definição formal de vice.
Em discurso, ele disse representar a continuidade do projeto político do ex-presidente Jair Bolsonaro e criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O TSE comunicou que a filiação a outra sigla não resultou de invasão ao sistema, mas do uso indevido da ferramenta por pessoas com credenciais do Missão. O presidente do tribunal, ministro Kassio Nunes Marques, encaminhou representação à Procuradoria Geral Eleitoral e determinou o inquérito policial.
O PL protocolou pedido de desfiliação do Missão que está em análise.
O partido Missão enfatizou que repudia filiações fraudulentas e está colaborando com as autoridades para apurar o caso e punir os responsáveis.
Créditos: g1