Imprensa internacional repercute suspeita de fuga de Flávio Bolsonaro pela Argentina

27 de outubro de 2026

Imprensa internacional repercute suspeita de fuga de Flávio Bolsonaro pela Argentina

A Polícia Federal investiga se o senador Flávio Bolsonaro, derrotado nas eleições de domingo (25), deixou o Brasil pela fronteira com a Argentina.

Na terça-feira (27), a imprensa internacional anunciou a suspeita da fuga. O jornal argentino Infobae divulgou durante a madrugada que Flávio teria saído do país pela fronteira em Puerto Iguazú, informação confirmada pela agência Reuters.

O senador é alvo de investigações no caso ‘Dark Horse’ e na relação com o advogado Willer Tomaz.

A Reuters, com base em fontes americanas, afirmou que Flávio Bolsonaro fugiu do Brasil, citando um “mistério sobre seu paradeiro”. Assessores do senador não comentaram seu local.

O jornal britânico The Guardian destacou que Bolsonaro não era visto desde segunda-feira e perdeu o prazo na manhã de terça para entregar seu passaporte à Polícia Federal, aumentando rumores de fuga após sua derrota.

Na Argentina, o jornal La Nación, com fontes locais, afirmou que Flávio fugiu do Brasil e estava em voo para os Estados Unidos. O site do La Nación dedicou ampla cobertura ao caso, mesmo com informações policiais que indicam a ausência de registro formal de saída do senador.

O espanhol La Vanguardia abordou o caso como uma queda política e judicial acelerada após a derrota nas eleições presidenciais de domingo, citando a perda do foro privilegiado e a reabertura de investigações por suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro.

O jornal ressaltou ainda o apoio recebido por Flávio de lideranças internacionais de direita durante a campanha, como Javier Milei, María Corina Machado e integrantes do movimento MAGA, ligado a Donald Trump.

O El País, principal jornal espanhol, repercutiu informações de que aliados do senador confirmaram à Folha de S. Paulo que ele teria fugido do Brasil. Também destacou o fato de que Flávio não cumpriu a exigência do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, de entregar seus passaportes.

Créditos: g1

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